
No segundo bloco do debate promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a TV Brasília, o candidato ao Governo do Distrito Federal Leandro Grass foi o quinto a fazer uma pergunta e escolheu Kiko Caputo para responder. Grass aproveitou o questionamento para discutir o papel do vice-governador e criticar a atuação de Celina Leão, atual governadora e ex-vice de Ibaneis Rocha.
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Segundo Grass, o vice-governador ocupa uma função relevante na administração pública e deve participar ativamente da gestão. Ele afirmou que, caso seja eleito, sua vice, a empresária e ativista social Dora Gomes, terá uma atuação direta no governo.
“O vice é uma peça que interage com várias áreas e tem relevância na produção das ações de educação, saúde e segurança. É alguém que recebe salário, tem gabinete. Portanto, é inadmissível quando a gente ouve que a ex-vice do Ibaneis não sabia de nada. Que via o BRB sendo roubado e não sabia de nada, que via o Ideb cair e não sabia de nada, que via a saúde aumentar as filas e não sabia de nada”, afirmou.
Na sequência, Grass perguntou a Caputo qual será o papel de seu vice em um eventual governo. Caputo respondeu que seu vice-governador é um servidor público de carreira da área da segurança pública e junto a ele pretende promover uma mudança na gestão pública com a valorização da atuação dos servidores.
“Os servidores sabem fazer política pública, sabem aplicar a política pública e medir a eficiência. É preciso valorizar muito o servidor público e qualificá-lo cada vez mais, inclusive com salários, para torná-lo cada vez mais responsável”, declarou.
Caputo também concordou com as críticas feitas por Grass à atuação de Celina e afirmou haver uma contradição entre os discursos da atual governadora sobre a gestão de Ibaneis Rocha. “Preciso admitir que também fico impressionado com essa dualidade. Uma hora ela diz que é o nosso governo, e, na outra hora, vai à convenção do MDB e diz que a gestão foi excelente; depois, diz que recebeu uma herança maldita”, afirmou.
Em seguida, Kiko Caputo questionou o anúncio de uma suposta economia de R$ 20 milhões nas comemorações do aniversário de Brasília para investimentos na saúde. “Ninguém nunca viu. E o orçamento da saúde é de R$ 13 bilhões. É uma conta que não muda absolutamente nada”, declarou.
O candidato do Novo também afirmou que o problema do Distrito Federal não seria a falta de recursos, mas a forma como o orçamento é administrado. “No Distrito Federal não falta dinheiro. Nós temos um orçamento gigantesco. Precisa ser bem aplicado”, afirmou.
O debate entre os candidatos ao governo do Distrito Federal foi transmitido ao vivo no site, nas redes sociais e no canal do YouTube do Correio. Confira, na edição desta quarta-feira (2/9), o resumo dos principais pontos do debate.

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