
Uma operação nacional de combate ao abuso sexual infantil mobilizou, nesta quarta-feira (2/9), policiais federais e civis em todo o país para investigar suspeitos de armazenar e compartilhar imagens e vídeos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Até o momento, foram realizadas 31 prisões em flagrante, cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e apreendidos três adolescentes. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos simultaneamente nas 27 unidades da Federação.
Entre os criminosos, a Polícia Civil (PCDF), por meio da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), descobriu que, no Distrito Federal, um homem, 33 anos, mantinha mais de 300 arquivos com conteúdo de abuso sexual infantil. Durante a ação na Asa Norte, foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos, que vão passar por perícia. “As investigações continuam para verificar se ele comercializava ou produzia esse tipo de material", disse o delegado-chefe da DRCC, João Guilherme.
Durante essa fase das investigações, as corporações consideram a suspeita de crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que pune quem adquire, possui, armazena ou solicita imagens ou outros registros de sexo explícito ou pornográficos envolvendo crianças ou adolescentes. A pena criminal prevista é de três a seis anos de prisão, além de multa.
A operação foi coordenada pela Polícia Federal e contou com a participação das polícias civis do Distrito Federal, de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
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Combate
Além de identificar e responsabilizar os suspeitos, as investigações buscam interromper a circulação desse tipo de conteúdo e localizar possíveis vítimas. Segundo as forças de segurança, cada compartilhamento ou armazenamento de imagens de abuso prolonga a violência sofrida pela criança ou adolescente retratado.
A apreensão dos dispositivos eletrônicos é considerada uma etapa importante da investigação, uma vez que a análise do material pode indicar a origem dos arquivos, identificar outras pessoas envolvidas e apontar possíveis vítimas ainda não localizadas. “Operações como essa serão, sem dúvida nenhuma, fomentadas e reiteradas por todas as polícias civis do país e pela Polícia Federal”, acrescentou o delegado.

Cidades DF
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