
A candidata Samara Mineiro (UP) escolheu a porta do Hospital Universitário de Brasília (HUB) para fazer campanha e criticar o que classifica como “caos na saúde” do Distrito Federal. Na manhã desta quinta-feira (3/7), Mineiro panfletou e pediu votos a pacientes e acompanhantes da unidade, defendendo mudanças na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Samara, mais de 1 milhão de pessoas aguardam atualmente por exames ou consultas na rede pública do DF, com tempo de espera que pode chegar a quase dois anos. Ela também citou cinco mortes ocorridas neste ano em hospitais e UPAs do DF em circunstâncias nas quais houve acusação de negligência. “As pessoas estão literalmente morrendo na fila do SUS”, afirmou.
A candidata também criticou o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF) e defendeu o fim do modelo. Para ela, a transferência de recursos para o instituto reduz a transparência sobre a aplicação do dinheiro público e sobre as contratações. “Precisamos fortalecer o sistema público de saúde, e não esse processo privatista com as Organizações Sociais”, disse.
Outra bandeira apresentada por Samara durante a campanha é o transporte público. Ela criticou a situação do metrô e dos ônibus do DF e defendeu um sistema gratuito e estatal. A candidata afirmou que o metrô vem sendo “sucateado sistematicamente” e citou um episódio ocorrido neste ano em que um vagão pegou fogo próximo ao Parque Shopping. Segundo ela, a precariedade do transporte beneficia as empresas de ônibus, que recebem recursos públicos.
Na educação, Samara criticou a demora na nomeação de aprovados no concurso da Secretaria de Educação e afirmou que a convocação feita pela governadora Celina Leão durante o período eleitoral é “oportuna”. A candidata também cobrou o cumprimento de acordos firmados após a greve dos professores de 2023 e defendeu a redução da dependência de temporários e a ampliação da educação integral no Distrito Federal.

Cidades DF
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