
O candidato do Novo ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo, defendeu, nesta quinta-feira (3/9), uma maior aproximação entre o governo e o setor produtivo durante participação em uma sabatina promovida pela Fecomércio-DF. Em discurso de apresentação, o candidato criticou a fragmentação da administração pública e afirmou que empresários devem participar da formulação das políticas públicas do Distrito Federal.
Para Kiko, o Estado deve atuar como indutor do desenvolvimento econômico, e não como principal responsável pela geração de empregos. Ele também defendeu a manutenção de programas sociais, mas afirmou que a inserção no mercado de trabalho é a política social mais efetiva.
“Programa social é importante porque, efetivamente, tem gente que, às vezes, não consegue nem pode trabalhar. Uma mãe atípica, sozinha, como é que ela vai deixar a criança? O Estado não fornece escola em tempo integral. Ela tem que abandonar a carreira e tudo para cuidar da criança”, afirmou.
Na sequência, o candidato destacou a importância do emprego e do setor privado para a economia. “Não há programa social mais efetivo do que o trabalho. E isso dignifica a pessoa humana. Nada mais digno do que você ganhar e poder levar o pão para dentro de casa. E vocês são os grandes responsáveis por isso”, disse aos empresários presentes.
Feudos
Kiko também criticou o que classificou como uma divisão política da estrutura do governo. Segundo ele, diferentes áreas da administração não compartilham informações adequadamente, o que dificultaria a elaboração de políticas públicas integradas.
“Nós não podemos ter mais o Estado como um grande indutor de emprego. O Estado tem que ser um indutor de desenvolvimento. Esse parcelamento irresponsável do Estado está criando feudos que não se comunicam”, declarou.
O candidato afirmou ainda que a falta de integração entre secretarias prejudica a utilização de informações para orientar as decisões do governo. “Nem os dados de cada secretaria são compartilhados. Como é que você vai fazer uma política pública se você sequer tem a gerência sobre os dados?”, questionou.
Kiko defendeu que as informações produzidas pela administração pública sejam tratadas como patrimônio do Estado, e não de grupos políticos. “Os dados são do Estado. Não só do senador A, da senadora A, do deputado A, da deputada B. Os dados são do Estado e têm que ter uma coordenação”, afirmou.
“Não tenho rabo preso”
Durante a apresentação, Kiko também buscou reforçar a imagem de candidato independente da política tradicional. Advogado, ele afirmou ter 32 anos de atuação profissional e disse que decidiu entrar na disputa eleitoral por estar insatisfeito com os rumos do Distrito Federal. “Eu não tenho rabo preso com político nem com partido político. Eu quero o melhor para a sociedade”, declarou.
O candidato afirmou que pretende atuar, inclusive, na defesa da população contra interesses políticos particulares. “Eu quero defender a sociedade, defender a sociedade inclusive dos políticos que só têm interesse no benefício próprio. Eles não estão preocupados com a sociedade, eles estão preocupados em se manter no poder. Eu não tenho essa preocupação”, disse.
Ao longo do discurso, Kiko também criticou adversários e partidos que, segundo ele, representam a continuidade da política tradicional no Distrito Federal. O candidato afirmou que sua campanha pretende se apresentar como uma alternativa ao modelo que, em sua avaliação, teria levado à perda de eficiência da máquina pública. “Será que a gente está satisfeito com o que a gente tem, para seguir com essa velha política?”, questionou.

Cidades DF
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