
As provas do concurso público da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) ocorrem neste domingo (6/9). São mais de 210 mil inscritos e 4.788 vagas ofertadas para os cargos de especialista e técnico. De manhã, as provas são para as vagas de especialista em desenvolvimento e assistência social (nível superior), com duração de quatro horas. À tarde, os candidatos a técnico em desenvolvimento e assistência social (nível médio) realizam as provas, com a mesma duração.
A prova objetiva dispõe de 60 questões, sendo 20 de Conhecimentos Gerais, com peso 1, e 40 Específicos, com peso 2. A avaliação vale, ao todo, 100 pontos. Serão eliminados os candidatos que obtiverem nota inferior a dez pontos na área de Conhecimentos Gerais, nota inferior a 40 pontos em Conhecimentos Específicos ou não estiverem classificados dentro do quantitativo estabelecido.
Na prova discursiva, de caráter eliminatório e classificatório, os candidatos deverão elaborar um texto com extensão mínima de 20 linhas e máxima de 30 linhas, sobre tema de Conhecimentos Específicos do cargo desejado. Também valendo 100 pontos.
Segundo o Instituto Quadrix, responsável pelo certame, o cargo mais concorrido é o de técnico administrativo, com 98.393 candidatos, seguido pelo de agente social, com 29.128 inscritos, e pela especialidade de pedagogia, que recebeu 21.015 inscrições. Nos cargos técnicos, o salário inicial é de R$ 4.960,16, enquanto o salário dos especialistas é de R$ 6.711,09. Mais orientações sobre os locais e horários das provas podem ser encontrados no portal da banca Quadrix.
Novidade
Neste ano, a organização destacou que a seleção aplicará as novas medidas de enfrentamento à violência de gênero dentro da administração pública do DF, com regras que começaram já na inscrição dos candidatos. O objetivo é adotar mecanismos para impedir o ingresso de condenados por violência doméstica e cobrar conhecimentos sobre a Lei Maria da Penha nas provas.
Na inscrição provisória, o edital exigiu que o candidato declarasse se possui condenação por violência doméstica. Depois, na etapa de investigação da vida pregressa, os candidatos deverão apresentar certidões criminais. Caso seja constatada condenação nas condições previstas pela legislação, a inscrição definitiva será indeferida, e o candidato, eliminado do concurso.
A medida segue as diretrizes da Lei Distrital nº 7.462/2024, proposta pelo deputado Max Maciel (PSOL-DF). Segundo o parlamentar, é necessário criar barreiras para que que os agressores não cheguem a cargos nos serviços públicos e exigir a obrigatoriedade do conhecimento da Lei Maria da Penha para as pessoas que irão trabalhar para o Estado. "É uma mudança de lógica: o poder público precisa dar o exemplo, prevenir a violência e deixar claro que proteger as mulheres também é responsabilidade de quem serve à população”, afirmou.
A legislação tem orientações específicas sobre carreiras com porte de armas. Todos os aprovados nesses cargos deverão participar de programa de prevenção à violência doméstica e passar por avaliações psicológicas periódicas, sendo a primeira realizada antes da posse efetiva no trabalho.
*Estagiária sob a supervisão de Tharsila Prates
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