
Candidatos ao GDF pedem ao MPDFT investigação sobre repasses a empresa ligada à família de Celina - (crédito: Carlos Vieira/CB/DA Press)
Cinco candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) entregaram uma representação ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), nesta terça-feira (8/9), exigindo a apuração de repasses suspeitos no valor de R$ 1,4 milhão à empresa ligada a família da governadora Celina Leão (PP), candidata à reeleição. O pedido foi assinado por Paula Belmonte (PSDB), Ricardo Cappelli (PSB), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT) e Kiko Caputo (Novo).
A ação fundamenta-se em reportagem do jornal O Globo, que revelou transferências feitas por uma empresa contratada pelo GDF para a Faceng Engenharia, empresa associada a Fabrício Faleiro Ferreira e Bruna Victória Leão Machado de Araújo, respectivamente marido e filha da governadora Celina Leão.
Os pagamentos teriam ocorrido por meio de 14 notas fiscais consecutivas de R$ 100 mil, entre maio de 2025 e junho de 2026. A representação também destaca que a Real JG firmou, em agosto de 2024, contrato de R$ 2,23 milhões com o gabinete da Vice-Governadoria, então comandado por Celina. Cerca de nove meses depois, segundo o documento, começaram os repasses mensais para a empresa ligada à família da governadora.
Paula Belmonte afirmou que o contrato original, no valor de R$ 2,4 milhões, previa a contratação de copeiras e o dinheiro teria sido repassado para a fiscalização de obras. “Há uma mistura do público e privado e uma imoralidade nisso. Nós estamos com todos os candidatos a governador assinando esse pedido para o Ministério Público fazer essa investigação e dar uma resposta para a sociedade”, declarou.
Segundo Paula, os pagamentos teriam ocorrido entre 2024 e 2025 e precisam ser esclarecidos, principalmente quanto à efetiva prestação de serviços pela empresa que recebeu os valores. “A empresa que ganhou a licitação é uma empresa de contratação de copeiras. Na sequência, essa empresa contratou a empresa do marido da Celina Leão e da filha para pagar uma mesada de R$ 100 mil por mês, por 14 meses. Eu quero saber cadê esse dinheiro e o que foi feito com esse dinheiro”, afirmou.
A deputada disse que pretende levar o pedido de apuração a diferentes órgãos de controle. “Todos os lugares que pudermos levar esse pedido de investigação, nós vamos levar. Não podemos deixar a população sem essa resposta”, disse.
A deputada disse que, como integrante da Câmara Legislativa do DF, tem a obrigação constitucional de fiscalizar os atos do Executivo. “Nós estamos numa crise moral e financeira. O BRB é uma crise financeira para o nosso Distrito Federal e estamos nas páginas policiais numa das maiores crises financeiras do Brasil. E aqui, em Brasília, essa crise ética e moral está se misturando: família, mesada de família, de marido e filha, dentro do Governo do Distrito Federal”, declarou.
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postado em 08/09/2026 11:58 / atualizado em 08/09/2026 11:59
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