
Durante panfletagem na Universidade de Brasília (UnB) nesta terça-feira (8/9), a candidata ao GDF Samara Mineiro (UP) apresentou suas propostas para a reestruturação da educação básica e superior, além de mudanças na mobilidade urbana do Distrito Federal. O plano foca na valorização dos profissionais de ensino, na expansão do acesso universitário e na ampliação do transporte público gerenciado pelo Estado.
Para a educação básica, a candidata propõe a realização de novos concursos públicos para suprir a carência de profissionais, destacando que 40% do corpo docente da rede pública do DF é composto por professores temporários. Ela defende a contratação de docentes efetivos, psicólogos e assistentes sociais para garantir o suporte adequado nas escolas.
“Para a educação básica, defendemos a realização de mais concursos e a nomeação de profissionais da educação, como professores — dos quais hoje 40% são temporários —, além de psicólogos, assistentes sociais e de diversas outras áreas que estão em defasagem”, disse.
Samara também aponta que a categoria docente é a penúltima no ranking salarial entre os profissionais de nível superior no DF. Sua meta inclui a implementação de uma educação integral efetiva, ocupando o tempo do estudante com atividades esportivas, culturais e artísticas.
Ensino superior
Sobre o enfrentamento da vulnerabilidade social, Samara Mineiro afirma que a formação integral deve ser aliada ao combate à fome. Ela defende a ampliação de convênios com a agricultura familiar para fornecer de três a quatro refeições diárias de qualidade com frutas e vegetais nas escolas, substituindo a oferta de produtos ultraprocessados.
No âmbito do ensino superior, a candidata criticou o sucateamento da Universidade do Distrito Federal (UnDF) e relembrou a tentativa de alteração de campus realizada contra a vontade dos estudantes. Para enfrentar o déficit de vagas no DF, onde, segundo ela, 92 a cada 100 jovens não conseguem ingressar na faculdade via vestibular, Samara propõe expandir a UnDF e criar novos hospitais-escola, integrando o ensino superior ao atendimento da saúde pública local.
No setor de mobilidade urbana, a candidata propõe a reorganização da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB) para que volte a atuar como uma grande empresa pública voltada às necessidades dos passageiros, e não ao lucro comercial.
“O ideal é que peguemos os R$ 2 bilhões repassados às empresas privadas e comecemos a aplicar esse dinheiro na TCB, para que consigamos ampliar a rede de transporte em todo o DF, atendendo os trabalhadores, a juventude e as crianças”, explicou.
O plano prevê, ainda, a expansão contínua das linhas e frotas operadas pela TCB para atender prioritariamente os estudantes e a classe trabalhadora que enfrentam veículos lotados e sucateados.
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