ELEIÇÕES 2026

Candidatos rebatem Celina que chamou opositores de "bonde do Arruda"

Pedido apresentado por sete candidatos ao Buriti apura supostos pagamentos de empresa contratada pelo GDF para uma companhia ligada ao marido e à filha de Celina

Candidatos ao GDF pedem investigação ao MPDFT sobre repasse à empresa ligada a Celina -  (crédito: Carlos Vieira/CB/DA Press)
Candidatos ao GDF pedem investigação ao MPDFT sobre repasse à empresa ligada a Celina - (crédito: Carlos Vieira/CB/DA Press)

Após entregarem ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) uma representação para pedir a investigação de supostos repasses de uma empresa contratada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) à companhia ligada ao marido e à filha da governadora Celina Leão (PP), nesta terça-feira (8/9), candidatos ao Palácio do Buriti reagiram à declaração da chefe do Executivo de que o grupo faria parte de um “bonde do Arruda”. Os postulantes negaram vínculo com o ex-governador e afirmaram que a iniciativa é suprapartidária. 

José Roberto Arruda (PSD) disse que os sete candidatos que participaram do encontro foram ao MPDFT para pedir a apuração do que chamou de “mensalão da Celina”. Segundo ele, o procurador-geral de Justiça informou que a investigação seria instaurada ainda hoje. “Quem vai falar na legalidade ou ilegalidade é o Ministério Público e a Justiça”, declarou.

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Arruda rebateu a associação feita por Celina com sua candidatura. “Eu fico muito honrado, mas não é isso. A leoa tem medo do gatinho aqui, por isso ela me visa sempre”, afirmou. O ex-governador disse que cada candidato tem sua própria posição política e que a união ocorreu diante da avaliação de que “era preciso fazer alguma coisa, que não pode ficar do jeito que está”.

Paula Belmonte (PSDB) também rejeitou o rótulo de “bonde”. “Eu não sou bonde de ninguém. Eu sou Paula Belmonte candidata ao governo, mãe de seis filhos e defendo sim a moralidade e a transparência da nossa cidade”, afirmou. A deputada distrital classificou como “inaceitável” o que considera falta de transparência, e cobrou que Celina apresente informações sobre os repasses à empresa ligada à família. “O bonde é da população do Distrito Federal”, disse.

Ricardo Cappelli (PSB) adotou tom semelhante e afirmou que a união representa, segundo ele, um “bonde da população do Distrito Federal” contra o que chamou de “bonde da corrupção”. “Nós nos unimos para defender a população do Distrito Federal”, declarou. 

Leandro Grass (PT) cobrou que Celina apresente explicações sobre os pagamentos e disse que a governadora deveria demonstrar que os recursos recebidos por familiares foram referentes a serviços efetivamente prestados. “Se ela explicar e dizer que não tem nada a ver, ok. Agora, ela não explicou e resolveu nos atacar”, afirmou.

Elisson Ferreira (Agir) destacou que o ato reuniu candidatos de diferentes partidos e afirmou que a iniciativa busca ampliar o debate eleitoral sobre transparência. “É, de fato, um ato suprapartidário”, disse. Segundo ele, a presença de diferentes candidaturas demonstra à população as diferenças entre os projetos para o Distrito Federal. 

O candidato Rico Pinheiro (PRTB) afirmou que assinou a representação por considerar necessário investigar denúncias envolvendo o governo. Em discurso marcado por críticas à governadora, ele acusou Celina de negligenciar problemas da cidade e afirmou que o grupo pretende “resgatar o respeito e a honra do Distrito Federal”. 

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postado em 08/09/2026 14:32
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