
Candidato ao Senado, o ex-desembargador Sebastião Coelho (Novo) participou da manifestação desta terça-feira (15/8), em frente ao Congresso Nacional. Segundo ele, sua presença é em defesa da abertura de um procedimento contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte analisa, a partir das 10h, se abre inquérito contra Moraes por envolvimento com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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O candidato afirmou que o ato tem um caráter diferente das mobilizações anteriores realizadas em Brasília. “Nós estamos hoje com um dia especial, que é o julgamento do início da abertura de um procedimento contra esse criminoso chamado Alexandre de Moraes”, declarou. Coelho acusou o ministro de abuso de poder e violação de direitos humanos e afirmou que haveria provas de suposto envolvimento de Moraes e familiares em irregularidades. “Não é que ele é suspeito, existe a prova dentro do gabinete dele, de uma corrupção dele com a família”, disse.
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Coelho afirmou que uma eventual decisão do STF de não afastar Moraes poderia provocar uma reação popular. “Se o Supremo Tribunal Federal hoje não afastar Alexandre de Moraes do cargo, haverá uma revolta nessa nação. Eu próprio vou para as ruas e, se nós não podemos confiar nessa Suprema Corte, nós não podemos também acatar as decisões dessa Suprema Corte. Então haverá, nesse país, uma desobediência civil”, declarou. O candidato disse estar disposto a liderar o movimento e defendeu a anulação das condenações relacionadas aos processos do 8 de Janeiro. “Bolsonaro tem que ser libertado, Débora tem que ser libertada, Felipe Martins tem que ser libertado, esses processos têm que ser anulados, essas pessoas todas colocadas em liberdade e indenizadas”, afirmou.
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Coelho responsabilizou os ex-presidentes do Senado Rodrigo Pacheco e o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre, pelo que considera falta de reação do Legislativo aos atos do Supremo. Também voltou a defender manifestações populares em caso de uma decisão contrária às suas expectativas. “Eu conclamo a vocês, no Brasil inteiro, se levantem. Se essa decisão não for a esperada, que todos esperamos, que se levantem, no Brasil inteiro, para as ruas. Vamos paralisar esse país. Vamos parar. Chega de tanta iniquidade. Chega de tanta injustiça”, afirmou. “Ou o Supremo faz ou o povo fará. Essa é a minha palavra de ordem para o povo brasileiro”, completou.
Cidades DF
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