
Em nota divulgada à imprensa, na tarde deste domingo (27/9), o Governo do Distrito Federal denunciou a greve dos rodoviários como “político-eleitoreira”. Segundo o GDF, medidas legais junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT-DF) foram tomadas para “garantir a livre circulação das pessoas”, especialmente no domingo de eleições, em 4 de outubro.
No comunicado, o governo reconhece o direito dos trabalhadores de lutar por melhorias salariais e qualidade das condições de trabalho, entretanto, “não aceita que um sindicato filiado à CUT e com um presidente da entidade que apoia abertamente um adversário eleitoral tente manipular a categoria".
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Ainda em nota, o governo afirma que o sindicato dos rodoviários “assumiu uma injustificada intransigência diante da possibilidade dos trabalhadores terem efetivos ganhos reais”, o que, segundo o GDF, revela a atitude político-partidária do sindicato.
O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) solicitou à Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) apoio para que a operação das linhas de ônibus, nas áreas urbanas e rurais do DF, seja assegurada.
Entre as reivindicações ao Judiciário trabalhista, o GDF também pediu que sejam fixados limites mínimos de funcionamento de todo o sistema de transporte rodoviário do Distrito Federal, em 80% da frota em horários de baixo fluxo de passageiros, e de 100% da frota nos horários de alto fluxo de passageiros, a saber: 6h às 8h30 e 17h às 19h30, durante todo o processo de negociação da data-base. O GDF ainda aguarda a decisão do TRT-DF para garantir o funcionamento do transporte público.
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