
O candidato a deputado federal Rafael Parente (PDT) afirmou que pautas relacionadas à educação e aos direitos dos entregadores de aplicativo serão prioridade caso seja eleito. Em entrevista ao Podcast do Correio, nessa terça-feira (29/9), o professor defendeu a valorização da carreira de profissionais da educação para melhorar os índices de ensino da capital. Às jornalistas Ana Maria Campos e Mila Ferreira, ele avaliou que não há um problema orçamentário, mas sim de gestão.
Em relação à queda do desempenho do DF no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino médio, o ex-secretário de educação do DF disse que esses números são resultado da precarização do serviço público. Parente afirmou que sempre foi do interesse do governo enxugar a máquina para ter mais recursos para obras. Segundo ele, foi dada prioridade a esses projetos em detrimento da educação, saúde e segurança pública. "Pela primeira vez, temos muito mais professores temporários do que nomeados. Há educadores sociais voluntários e professores sendo explorados", criticou.
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De acordo com ele, é essencial fiscalizar o Plano Nacional da Educação. O texto fala sobre a valorização dos profissionais e melhoria de suas carreiras. “Se a gente não melhorar, de fato, o salário e a carreira dos professores, vamos ter um deficit de 235 mil professores em 2040. A gente não tem futuro enquanto país se não tivermos jovens que queiram ser professores."
Aliado ao candidato ao Palácio do Buriti Leandro Grass (PT), a proposta de Parente é criar uma quarta fatia no Fundeb (Fundo para o Desenvolvimento da Educação), responsável por complementar o financiamento da educação em estados e municípios. A nova fatia viria, principalmente, com recursos dos royalties do petróleo. Para além de mais recursos, o professor considerou que o que faz falta, de fato, é uma gestão que priorize a educação.
O candidato também comentou o fim da escala 6x1, pauta de que é a favor. Para ele, as pessoas “produzem mais e melhor quando elas têm mais tempo para descansar”. Ele também pretende apresentar projetos de lei que contemplem os entregadores de aplicativo para acabar com a precarização da profissão. “Preciso lutar para que os trabalhadores tenham um trabalho digno.”
*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates
Cidades DF
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