No terceiro bloco do debate, o candidato ao governo do Distrito Federal Leandro Grass (PT) escolheu Ricardo Cappelli para fazer uma pergunta e levou ao debate a situação da residência oficial de Águas Claras.
Grass classificou o terreno, que segundo ele possui aproximadamente 250 mil metros quadrados, como um “latifúndio” e afirmou que a área permanece desocupada há anos. “É uma área que poderia ter uma função social. O que eu penso para lá é um equipamento público. Eu penso em uma escola-parque, já que Águas Claras não tem nenhuma. O que você pensa para aquele local?”, questionou.
Cappelli aproveitou a resposta para criticar a gestão da educação no Distrito Federal e defender um “choque de gestão”. Segundo o candidato, o DF precisa investir na valorização dos profissionais da educação e ampliar o número de concursos públicos.
“Nós temos que dar um choque de gestão aqui no Distrito Federal, principalmente na educação. Nós estamos hoje no último lugar na qualidade do ensino médio no Brasil”, afirmou.
Cappelli prometeu ainda garantir aos professores do DF o “maior salário do Brasil”. Ele citou a experiência no Maranhão, onde, segundo ele, a política de valorização salarial dos professores teria levado o estado a alcançar o maior salário da categoria no país e, atualmente, o segundo maior.
Grass complementou a discussão e afirmou que pretende dar uma destinação social a imóveis e equipamentos públicos do Distrito Federal que estejam sem utilização. Ele citou ações realizadas durante os últimos quatro anos no governo federal para destinar imóveis públicos a projetos sociais.
“Nós passamos os últimos quatro anos em nível federal pegando os imóveis que eram do governo e colocando a serviço da sociedade. No meu governo, eu vou pegar os equipamentos públicos do GDF que estão obsoletos e colocar na mão da sociedade. Vou transformar em equipamento público”, afirmou.
O candidato também citou a necessidade de ampliar a estrutura de atendimento a famílias com crianças atípicas. Segundo Grass, muitas famílias enfrentam dificuldades para conseguir diagnóstico e atendimento especializado.
“Uma dor de várias famílias que têm crianças atípicas é que não têm centros de referência de verdade para fazer diagnóstico. A gente vai ter equipamento público para cuidar da sociedade e não para ficar parado, gastando dinheiro público”, declarou.
Cappelli concordou que a falta de profissionais especializados é um problema e prometeu realizar concurso para monitores especializados. Segundo ele, o último concurso para a função completa 10 anos.
“Eu vou fazer concurso para monitor especializado para apoiar as professoras no cuidado com essas crianças”, afirmou. Cappelli também criticou o modelo de Educador Social Voluntário adotado atualmente, argumentando que os profissionais não teriam formação adequada para acompanhar estudantes com deficiência e receberiam cerca de R$ 80 por dia.
Críticas a Celina
Durante a resposta, Cappelli também rebateu críticas feitas por Celina Leão durante o debate. O candidato afirmou ter sido chamado de “bobo da corte” pela governadora e disse que não responderia às ofensas com agressividade.
Em seguida, Cappelli devolveu a crítica à candidata e direcionou o debate para a situação do transporte público no DF. “Bobo da corte, Celina, é a população do DF que pega o ônibus lá em Brazlândia e fica duas horas no ônibus”, declarou.
Cappelli também questionou Celina sobre sua relação empresarial com o proprietário de uma empresa de ônibus, fazendo referência a negócios dos quais, segundo ele, a candidata seria sócia. “A senhora acha razoável a população estar sofrendo nos ônibus enquanto a senhora é sócia em outros negócios com o dono de uma dessas empresas de ônibus?”, questionou.
