Eleições

Disputa pelo Buriti: propostas e alfinetadas marcam debate do Correio

Seis concorrentes ao governo distrital apresentam planos de governo e enfrentam perguntas cruciais sobre o futuro de Brasília nos próximos anos

Os seis principais candidatos ao GDF participaram do debate promovido pelo Correio Braziliense, com transmissão na TV Brasília -  (crédito: Minervino Junior/CB/D.A.Press)
Os seis principais candidatos ao GDF participaram do debate promovido pelo Correio Braziliense, com transmissão na TV Brasília - (crédito: Minervino Junior/CB/D.A.Press)

Mantendo a tradição, o Correio Braziliense realizou, na noite desta terça-feira (1º/9), o primeiro debate com os principais concorrentes ao Palácio do Buriti após o início da campanha eleitoral. Em parceria com a TV Brasília, Celina Leão (PP), José Roberto Arruda (PSD), Leandro Grass (PT), Ricardo Cappelli (PSB), Paula Belmonte (PSDB) e Kiko Caputo (Novo) apresentaram aos cidadãos, durante uma hora e 52 minutos, as propostas para nortear os rumos dos próximos quatro anos do Distrito Federal (confira a íntegra do debate e a repercussão com os candidatos no fim da matéria).

Como foi o primeiro bloco

No primeiro bloco, jornalistas do Correio fizeram perguntas aos candidatos e também escolheram outro participante para comentar. Os candidatos se dirigiram ao centro do debate e tiveram um minuto e meio para responder e 30 segundos para o comentário. 

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Todo o debate obedeceu à ordem do sorteio realizado previamente com as assessorias dos participantes. A primeira pergunta foi feita pela jornalista Ana Maria Campos à candidata Paula Belmonte. A jornalista destacou a experiência da candidata no Legislativo e questionou quais experiências de gestão a credenciam para administrar o Distrito Federal, incluindo o orçamento bilionário e os conflitos sociais e econômicos.

A candidata afirmou que um estudo mostrou que 30% do orçamento do Distrito Federal são desperdiçados por falta de gestão e corrupção. "Eu sou administradora por formação, sou empresária e tivemos essa experiência tanto no Congresso quanto na Câmara Legislativa, que é responsável pelo orçamento do Distrito Federal e faz com que a gente entenda onde realmente precisa colocar o dinheiro e fazer a fiscalização."

"Eu acredito nessa boa gestão e que hoje o Distrito Federal não sabe onde está colocando o dinheiro, não tem transparência sobre onde está colocando o dinheiro. Vou dar dois exemplos, em duas pastas: educação e saúde. São orçamentos bilionários, um de R$ 14 bilhões e outro de R$ 15 bilhões, e que não chegam ao usuário."

Em seguida, a governadora Celina Leão, candidata à reeleição, foi escolhida para comentar o assunto. Segundo ela, sua capacidade de gestão foi demonstrada nas ocasiões em que assumiu o governo do Distrito Federal durante períodos de crise. “No 8 de janeiro, assumi por 66 dias essa cidade, em uma crise muito grande. Trouxe essa cidade à normalidade, não parou nenhum dos serviços públicos e devolvi a quem tinha ganhado a eleição à época”, afirmou.

A jornalista Adriana Bernardes questionou, em seguida, o candidato Leandro Grass (PT) sobre o Fundo Constitucional e a situação fiscal da capital. Grass afirmou que vai defender o fundo e ressaltou que o projeto de lei assinado nesta terça-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi aprovado por unanimidade.

"Esse projeto não trata especificamente do fundo. Ele muda a forma de correção dos fundos de maneira geral e não há redução, há apenas uma mudança no cálculo de incremento, que pode ser ainda ajustado e alterado a partir da Lei de Diretrizes Orçamentárias e da Lei Orçamentária Anual."

Ao comentar a resposta, Arruda afirmou que o Distrito Federal perdeu credibilidade. "O governo local perdeu a capacidade de diálogo com o Congresso e com o governo federal."

Samanta Sallum, titular da coluna Capital S/A, perguntou sobre a iniciativa do projeto "Tolerância Zero" para a política de segurança pública da capital, que serviu de inspiração para programas do governo de Joaquim Roriz, historicamente identificado com a direita. Para Cappelli, o objetivo é aproveitar as melhores experiências e os melhores resultados de cada governo.

“Vou contratar os mais de 7 mil policiais militares que estão faltando no Distrito Federal. Já tivemos 18 mil homens e mulheres na força; hoje, temos pouco mais de 11 mil. Nós vamos voltar com as rondas ostensivas candango, a Rocan. Nós vamos voltar com o Cosme e Damião nas quadras para dar segurança para as pessoas. Nós vamos investir no núcleo de inteligência e planejamento da polícia."

No comentário, Caputo afirmou que a segurança pública é uma das prioridades de seu governo e que o criminoso será tratado com "mão de ferro". "A segurança se faz, primordialmente, com a presença do Estado nas ruas. (...) Precisamos investir em tecnologia até conseguirmos recompor as forças de segurança, principalmente a PM, que está com seu contingente muito defasado."

Luiz Carlos Azedo questionou Arruda e afirmou que o candidato recebe uma "segunda chance" após perder o mandato e que, caso seja eleito, assumirá o GDF em meio a uma crise institucional. O candidato cobrou da atual gestão a divulgação do balanço do banco e criticou alguns dos patrocínios do BRB.

"Para salvar o BRB, tem que fechar as 19 agências fora de Brasília, acabar com esses patrocínios esdrúxulos de Fórmula 1 e de time de futebol. (...) E também (precisamos) diminuir o número de servidores com plano de demissão voluntária e trazer o Fundo do Centro-Oeste. E isso só se faz com diálogo com o governo federal, seja ele qual for o eleito.”

A jornalista Mariana Niederauer questionou o candidato Kiko Caputo sobre o foco da política econômica, já que o plano de governo traz diversas propostas que dependeriam de financiamento público. Segundo o candidato, a gestão dará um "choque de realidade" no DF, o que permitiria a sobra de recursos.

"Nós vamos recuperar o metrô. Vamos investir mais de R$ 1 bilhão para atualizar seus sistemas de bilhetagem e de energia. Vamos fazê-lo voltar a transitar com segurança e em velocidade compatível para a qual foi criado. Vamos, inclusive, estendê-lo até o final de Ceilândia, Pôr do Sol, Sol Nascente e até o final de Samambaia também."

No comentário, Paula Belmonte relembrou a privatização da CEB, realizada durante o governo de Ibaneis Rocha e Celina Leão. "Deixaram a privatização, fizeram a PPP hoje na rodoviária, que também não traz transparência para as pessoas. E nós queremos falar que a gestão, a qualidade de gestão não é omissão. E o que nós estamos vendo do governo hoje."

A titular da coluna Eixo Capital, Ana Maria Campos, perguntou à candidata Celina Leão sobre as promessas de campanha, especialmente na área da saúde, diante de dois grandes problemas: a redução dos repasses do Fundo Constitucional e o pagamento da dívida do BRB. Segundo Celina, os problemas foram herdados, mas estão sendo enfrentados.

"A única candidata que tem tido ações enérgicas para salvar o BRB de verdade sou eu. A gente fez uma ação no Supremo, conseguimos um acordo no Supremo. Quem vai pagar essa conta é o próprio BRB, que vai conseguir, sim, o empréstimo, mesmo com todos contra, os R$ 6 bilhões de empréstimo."

Capelli comentou e afirmou que, caso seja eleito, a população não pagará pelo rombo na instituição. “Você não vai pagar o rombo dessa roubalheira. Nós vamos salvar o BRB dando um choque de gestão, cortando os absurdos. Agora, você não vai pagar esse rombo.”

Como foi o segundo bloco

No segundo bloco, em que candidatos perguntam a candidato, Arruda questionou se Celina deveria usar a "agressividade" demonstrada na campanha para atacá-lo na solução de problemas da saúde, do metrô e na divulgação do balanço do BRB.

Celina respondeu que as críticas são políticas, e não pessoais. "O candidato Arruda está inelegível há 16 anos. Não é ataque à sua pessoa. (...) O senhor sabe que, nos momentos mais difíceis da sua vida, eu fui lhe visitar na sua casa, como pessoa. As considerações que estão acontecendo são puramente políticas, não ataques."

Na réplica, Arruda afirmou que "Ibaneis era o piloto, a senhora, copiloto" e questionou a atuação de Celina na crise do BRB enquanto ela era vice-governadora. Ele também criticou o vice da chapa de Celina, Gustavo Rocha.

“Fazer acusações contra o nosso vice-governador, que é ficha-limpa. A nossa chapa é ficha-limpa. O que eu tenho feito nos quatro meses é o que está sendo mostrado no programa eleitoral, as minhas ações. Eu não tenho dificuldade de fazer esse debate”, disse Celina, na tréplica.

Por ordem do sorteio, Celina questionou Grass sobre o Fundo Constitucional e como um eventual governo eleito pretende administrar o DF sem a previsibilidade dos recursos. Na resposta, o petista reiterou que o projeto não reduz o aporte do fundo e criticou a gestão em áreas como educação e segurança.

"Eu falei do seu partido, que votou a favor desse projeto que você está dizendo que é um projeto do Lula. O seu partido votou a favor. Os seus sete senadores votaram a favor. O Ciro Nogueira, presidente do seu partido, votou a favor. Aquele Ciro que é amigo do Aras, que tirou foto com o Aras, que roubou o BRB, ele votou a favor do projeto", disse Grass.

Na réplica, Celina afirmou que a atual gestão entrou com uma ação de inconstitucionalidade contra o texto para impedir que as medidas entrem em vigor. "O governo federal, quando não consegue ajustar as contas, aumenta o imposto. Agora, ele quer mexer nos fundos constitucionais. Quer mexer, sim, está comprovado, e nós fomos ao Judiciário."

Grass, por sua vez, ressaltou que a antiga gestão deixou as contas públicas no vermelho. "Aumentou porque o Brasil voltou a crescer. Cuidou das contas públicas e tem superavit. O seu governo, a conta está no vermelho, o povo está na fila. Quem é vítima, Celina, não é você. É quem morreu na fila da UPA e no Hospital de Base."

Em seguida, Caputo perguntou a Cappelli como pretende recuperar a qualidade dos serviços públicos do DF. O candidato classificou a situação como inaceitável e citou o programa Fila Zero como uma das propostas para a saúde.

"É por isso que eu lancei o programa Fila Zero, para zerar a fila de cirurgias, que tem 31 mil pessoas. A fila de consultas e exames tem mais de 1 milhão de procedimentos. Na primeira semana do meu governo, vou abrir processo para contratar mais de 5 mil médicos e 2 mil enfermeiros que estão faltando."

Caputo afirmou, em resposta, que os problemas são resultado de falhas dos governos. "A verdade é que todos eles falharam. Goiás tem mais da metade da população do DF e tem um orçamento 40% menor. O DF é a unidade que mais gasta por pessoa com a saúde, e esse dinheiro está indo para o ralo da corrupção."

Por conta de falhas técnicas, Cappelli teve 30 segundos a mais nesta pergunta e escolheu Paula Belmonte para responder. Ele questionou qual seria o plano da candidata para a saúde, mesmo com o alto orçamento destinado à área.

Paula afirmou que o atual governo foi omisso e não atende às necessidades da população. “Esse governo deixou a saúde chegar onde chegou, deixou o BRB acontecer o que está acontecendo e não atende as pessoas. Está usando de populismo para fazer ações agora, em quatro meses.”

Cappelli, por sua vez, relembrou que foi interventor da segurança na capital e prometeu mudanças na saúde caso seja eleito. “É inaceitável que a gente tenha mais de 30 mil pessoas na fila de cirurgia.”

Na sequência, Grass questionou Caputo sobre o papel do vice-governador de sua chapa. O candidato do Novo afirmou ter escolhido um servidor público de carreira por acreditar que são eles que sabem fazer política pública. “Eles sabem aplicar e medir a eficiência da política. Por isso, precisamos valorizar o serviço público qualificado cada vez mais, inclusive com aumento dos salários.”

Caputo também criticou o que chamou de dualidade da candidata Celina Leão e defendeu uma vice-governadoria atuante. “No meu governo, a vice-governadoria vai ter um papel relevante, vai ajudar a governar e não vai se esconder.”

Na tréplica, Caputo afirmou que o problema do DF não é orçamentário. “O que está faltando é vergonha na cara de quem administra, porque nós temos um orçamento gigantesco que precisa ser bem aplicado e chegar na ponta.”

Paula questionou Arruda sobre a situação de “calamidade” do BRB e criticou a inação da atual governadora. Arruda relembrou a importância dos servidores do banco para a economia do DF e comparou a situação a um paciente em estado grave. “A sensação que eu tenho é que o doente está na UTI e a médica de plantão está dando remédio para diminuir a febre. Só que a doença vai se agravar e, quando chegar depois da eleição, pode não ter cura.”

Para Paula, o que foi feito com o BRB é uma falha de moralidade. “O que fizeram com o banco foi um puxadinho de patrocínios bilionários. E outra é que não querem mostrar o balanço. Ninguém pega um empréstimo sem saber [a situação financeira do banco].”

Arruda, por fim, afirmou que o DF enfrenta outros problemas, como mobilidade urbana, saúde e educação. “Virou bagunça. Brasília está no pior momento da sua história.”

Como foi o terceiro bloco

No terceiro bloco, Celina Leão questionou Arruda sobre o que ele pretende fazer caso seja eleito, já que a fila de cirurgias durante o governo do ex-gestor, segundo ela, não diminuiu.

Segundo Arruda, além da ampliação da rede hospitalar, é preciso resolver a situação do Iges, responsável pela gestão do Hospital de Base, que, segundo ele, foi politizado. “Aqui é a capital do país. Que vergonha! É preciso pôr ordem na saúde, construir novos hospitais, contratar médicos. Aliás, a caneta está na sua mão.”

Celina disse que fez contratações de médicos e contou com parcerias privadas para zerar a fila de cirurgias. “A gente não muda a saúde do dia para a noite, mas é prioridade do nosso governo. Nós estamos construindo sete novas UPAs, cinco eu ainda entrego neste ano.”

Para Arruda, a antiga gestão “largou mão” da saúde pública do DF. “É questão de experiência, de saber fazer. Vocês largaram mão e aí a saúde virou esse caos. A saúde está no pior momento da sua história.”

Em seguida, Capelli questionou Celina sobre as soluções para o transporte público de Brasília, diante das reclamações de trabalhadores sobre o deslocamento pela cidade. Celina afirmou que o transporte público é prioridade e citou a previsão de novos trechos do Metrô e do BRT Norte.

“No nosso governo, vamos implementar a tarifa zero, porque sou defensora do transporte público desde o primeiro mandato. Agora, como governadora, bloqueei qualquer tipo de subsídio e vamos fazer um estudo.”

Na réplica, o candidato garantiu que vai criar ônibus expressos das rodovias para a Rodoviária do Plano Piloto e ampliar o BRT. Celina criticou a antiga gestão do partido de Capelli. "O senhor acha que é o herói do 8 de Janeiro, mas o senhor é o bobo da Corte do 8 de Janeiro”.

Em seguida, Paula questionou Grass sobre as ações previstas em seu plano de governo. Segundo o petista, a principal proposta é a implementação do ensino integral. “Foi o que deu certo no Ceará, no Piauí. A gente tem a oportunidade de transformar a escola em um lugar de oportunidade"

Paula também chamou atenção para a necessidade de garantir qualidade na educação desde o nascimento. “Aqui se fala em zerar a fila de creches, não é verdade. Hoje, temos mais de 20 mil crianças precisando de uma creche. As nossas crianças nascem sem uma continuidade de educação.”

Grass reforçou, na tréplica, a promessa de construir mais de 100 creches ao longo dos quatro anos de governo, caso seja eleito.

Em seguida, Arruda questionou Caputo sobre mobilidade e transporte público. O candidato do Novo prometeu ampliar o Metrô e o BRT para a Asa Norte, construir quatro novas Estradas-Parque e intensificar a fiscalização.

“O que a gente precisa fazer, logo no início, é uma fiscalização severa para ver se eles estão colocando os veículos na frequência e nos números que estão sendo pagos pelo governo.”

Arruda usou a réplica para criticar os valores repassados às empresas de ônibus pela atual gestão e destacou o transporte sobre trilhos como a única alternativa, segundo ele, para “Brasília voltar a ter mobilidade urbana”

Grass questionou Capelli sobre a residência oficial de Águas Claras e o desuso do espaço. O candidato do PSB afirmou que é preciso dar utilidade aos equipamentos públicos, principalmente para melhorar a educação. “Nós vamos valorizar a educação da nossa cidade”, disse Capelli, ao citar promessas como a convocação de concursados.

O candidato do PT disse que, em seu governo, vai transformar equipamentos públicos obsoletos em espaços úteis para a população.

Por fim, Caputo questionou a candidata Paula Belmonte sobre suas propostas para a saúde pública da capital. Segundo ela, o GDF mantém contratos emergenciais há mais de quatro anos.

"Nós queremos vir para o governo para mudar essa história, atacar, sim, a máfia da saúde, das cirurgias e das próteses."

Caputo também defendeu a ampliação do horário de funcionamento das UBSs e a construção de mais hospitais.

"A gente precisa colocar médicos, enfermeiros (...), porque a atenção básica é que resolve 80% dos problemas."

Considerações finais

Nas considerações finais, Grass disse que, muitas vezes, o eleitor recebe diversas propostas, mas nem sempre é apresentada a maneira de viabilizá-las. "Eu tenho um programa de governo, propostas e também mostro como vou realizá-las. Eu quero ser o governador que vai recuperar o DF."

Já Celina relembrou a trajetória política na capital e os feitos nas áreas da saúde, administração e segurança pública. "Eu sei que os desafios são muitos e que precisamos melhorar. E aquilo que precisar, vou enfrentar com coragem, determinação e sensibilidade."

Caputo afirmou que a candidatura tem o objetivo de servir ao Distrito Federal, defendeu os serviços públicos e disse que o orçamento é suficiente para melhorar a qualidade dos serviços. "Eu sou diferente. Só estou aqui porque, infelizmente, eles não resolveram os nossos problemas reais."

Paula Belmonte prometeu criar um gabinete de combate à corrupção e destacou a atuação como parlamentar. "Eu entrei na política para combater a corrupção e fazer uma boa gestão. Temos a honra de fazer esse trabalho há oito anos. Estamos aqui para trazer dignidade para a população."

Cappelli disse que vive a realidade do brasiliense há um ano e meio e afirmou representar a renovação na política do Distrito Federal. "Eu não faço parte da panelinha histórica do Distrito Federal. Eu represento a renovação, a mudança."

Arruda encerrou as considerações finais relembrando sua experiência em gestão e afirmou que, em caso de impugnação da candidatura, irá recorrer da decisão.

“Eu tenho couro grosso. Tenho amor por essa cidade. Eu vou até o fim para tirar Brasília desse buraco.”

Confira como foi o debate:

Confira a repercussão do debate:

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postado em 01/09/2026 18:59 / atualizado em 02/09/2026 00:25
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