A candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF) Paula Belmonte (PSDB) cumpriu agenda de campanha, na manhã desta quarta-feira (2/9), em uma reunião com representantes da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Durante o encontro, a postulante ouviu demandas da categoria, criticou o que chamou de "politização" e "feudos" na segurança pública e assinou uma carta de compromissos que abrange desde o atendimento psicológico às tropas até a revisão de cobranças de coparticipação no plano de saúde e auxílio-moradia.
Ao discursar aos policiais, Paula Belmonte defendeu a autonomia técnica e a valorização das carreiras por merecimento. "O nosso governo, a partir de 2027, vai ter uma polícia comandada por alguém que não seja capacho de político. A gente não pode fazer do sistema de segurança pública um feudo. Eu sempre estive do lado da polícia. A nossa Polícia Militar é uma das melhores do Brasil e o que fizeram com todo o escalão da cúpula (envolvido na tentativa de golpe em 8 de janeiro), de ter comandantes presos, para mim é lamentável, um desrespeito", declarou a candidata.
A candidata destacou ainda o impacto da saúde mental e do endividamento financeiro na rotina das corporações. "O policial está ficando doente mentalmente, e a família dele também, porque perdeu poder de compra. Queremos implementar equipes itinerantes de saúde mental nos postos. Cuidar de quem nos protege é, sim, fazer com que as pessoas tenham segurança alimentar e financeira. O policial é quem está armado, garantindo a nossa proteção, e não podemos permitir que esteja em situação de depressão", ressaltou Paula, citando propostas de recomposição do efetivo, que hoje registra déficit de cerca de 30%.
O documento assinado pela postulante, intitulado "Compromisso da Governadora Paula Belmonte com a Família Policial Militar", formaliza uma série de diretrizes e pleitos apresentados pela categoria. Entre os pontos fixados estão a revisão dos estudos técnicos de coparticipação na saúde para suspender ou criar parâmetros com descontos significativos, a atuação no Congresso pela aprovação do Projeto de Lei nº 2557/2026 (isenção do Imposto de Renda sobre vencimentos de militares) e o estabelecimento do teto para o desconto da pensão militar no valor geral do INSS.
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O texto firmado inclui também a garantia de paridade e integralidade absoluta entre policiais da ativa e veteranos, a manutenção do Fundo Constitucional sem desvio de finalidade, a garantia do auxílio-moradia sem risco de perda do benefício, a regulamentação do "Posto Acima" na ida para a reserva e a oferta de programas habitacionais específicos.
A reunião contou com a presença do candidato a vice-governador, o ex-juiz e ex-policial Everardo Ribeiro, do candidato ao Senado Guto Felício e de lideranças da corporação, como o sargento Adalberto Carvalho e o tenente-coronel da reserva Luiz Antônio Santana, que reforçou a necessidade de amparo psicológico contínuo aos agentes que atuam nas ruas.
