PODCAST DO CORREIO

Chico Vigilante comenta pesquisa eleitoral e suas bandeiras políticas

Líder do PT na Câmara Legislativa fala sobre pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política que o coloca à frente na disputa por uma vaga na CLDF (2,1% das intenções de voto, empatado na primeira posição com Jaqueline Silva, do MDB)

O deputado distrital e líder do PT na Câmara Legislativa, Chico Vigilante, foi o convidado do Podcast do Correio desta quinta-feira (3/9). Às jornalistas Ana Maria Campos e Adriana Bernardes, comentou a pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, que o coloca à frente na disputa por uma vaga na CLDF (2,1% das intenções de voto, empatado na primeira posição com Jaqueline Silva, do MDB). Também falou sobre seus temas prioritários, a disputa ao Buriti e a relação do PT com o governo local.

Pesquisa eleitoral

"Sinto o apoio nas ruas. Está muito parecido com 1994, quando fui o candidato mais votado para deputado federal. A receptividade ao meu nome é muito boa. Isso traz mais responsabilidade ainda para a gente, pois no momento que a gente vive no Brasil e no mundo, das pessoas desacreditando na política, acho que ser alguém que consegue sobreviver a tudo isso e a população apoia é muito importante. Tem muita gente que chega dizendo: 'Eu vou votar só em você'. Aí eu tenho que parar e explicar que não adianta votar só em mim e mostrar todos os nossos candidatos."

Trajetória política

"Estou no quinto mandato de deputado distrital. E tive dois mandatos como deputado federal. Em 1994, fui o deputado federal mais votado. Em 1998, perdi a eleição por conta de que meus parceiros do próprio partido saíram dizendo que eu já estava eleito. Me tiraram o mandato. Esse negócio de 'já ganhou' é perigoso. Então, quem disser que eu já estou eleito, responda: 'Eu vou votar no Chico e ele vai ser mais eleito ainda'. Quanto mais voto eu tiver, melhor."

Defesa dos idosos

"Tenho um segmento ao qual tenho me dedicado nos últimos anos, que são os idosos. Brasília envelheceu. A população idosa aqui no Distrito Federal está sendo muito maltratada. Não tem uma casa de atendimento aos idosos. Não tem um hospital geriátrico. Não tem nada para o idoso. Vai desde as calçadas, que estão todas detonadas. O idoso cai, quebra o fêmur, fica três meses internado no hospital, pega bactéria e uma série de doenças e depois morre. Todo mundo fala para construir mais creches, e eu concordo, mas vamos cuidar dos idosos também."

Guerra contra cartéis

"Também tenho uma guerra permanente contra o cartel dos combustíveis aqui no DF. Hoje mesmo eu pedi para minha assessoria preparar representações. Estamos mais uma vez acionando o Procon, o Ministério Público, a Promotoria de Defesa do Consumidor e a Agência Nacional do Petróleo, que agora pode fiscalizar, porque o preço máximo que a gente tinha tido de gasolina em Brasília era R$ 6,69. De ontem para hoje, eles colocaram R$ 6,79. Vou acionar ainda hoje. Isso é um absurdo. Como eles aumentam 10 centavos sem justificativa? Eles não têm o direito de fazer o que eles estão fazendo." 

Transporte público

"Somos convencidos a dizer que Brasília é uma cidade formada por pessoas com cabeça, tronco e rodas, porque todo mundo anda de carro. Não porque gosta de andar de carro, é porque o transporte público é ruim e, se você não for no seu carro, você termina não chegando a tempo. Só que tem gente que está gastando até 30% da sua remuneração com locomoção. Está errado."

Disputa ao Buriti

"Estava agora há pouco almoçando com o Leandro na Feira Central de Ceilândia. O Leandro é uma candidatura muito leve, fácil de fazer a campanha dele. As pessoas chegam, conversam e gostam do jeito dele de fazer política. Eu tenho convicção de que vamos colocar o Leandro no segundo turno e vamos ganhar a eleição no DF. E nós sabemos do tamanho da responsabilidade porque nós vamos ganhar o DF liquidado. Foram oito anos de Ibaneis e Celina afundando o DF."

Lula x Celina

"Primeiro, todo mundo tem que se conscientizar da gravidade. Terminou a eleição, precisa descer todo mundo do palanque e verificar a gravidade em que o DF está. Tem que chamar o setor empresarial do DF, tem que ter noção exata do momento que nós vamos viver e tem que fazer um grande pacto de governabilidade para o DF sair do buraco. O DF só vai sobreviver se a gente tiver a capacidade de fazer isso. Não importa quem vai ganhar a eleição, estou trabalhando para que seja o Leandro, mas a gente vai depender muito do governo federal. Não dá para ter um segmento em que o governador diz que não pisa no mesmo lugar onde pisa o presidente. Isso é de uma estupidez tão grande. Nós tivemos o Roriz sendo governador, e o Lula sendo presidente, o Roriz nunca falou isso. Tem que dar as mãos. (...) Precisamos primeiro auditar tudo. Ela (Celina) precisa também parar de atacar porque vive, agora na campanha, atacando o Lula. No Maranhão, a gente tem um velho ditado que é: 'A gente ajuda quem quer ser ajudado'. Tem gente que não quer ser ajudada. Quero ver se ela dá conta do fardo. Qualquer um que ganhar a eleição vai carregar esse fardo nas costas."

Lar em Ceilândia

"Cheguei na Ceilândia em 1977. Em 1986, fui candidato pela primeira vez, tive voto para ter sido eleito constituinte, mas não fui. Depois, em 1990, fui eleito deputado federal e eu tinha feito um compromisso com as pessoas de que eu não iria mudar da Ceilândia. Por que eu fiz esse compromisso? A gente era discriminado demais, diziam que a gente era tudo malandro. Quando fui trabalhar de vigilante, não podia dizer que morava na Ceilândia, senão nem arrumava emprego."

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FRASE

Não importa quem vai ganhar a eleição, estou trabalhando para que seja o Leandro, mas a gente vai depender muito do governo federal. Não dá para ter um segmento em que o governador diz que não pisa no mesmo lugar onde pisa o presidente