Eleições 2026

'Eles acham que somos idiotas', diz Caputo ao defender nova gestão no DF

Em caminhada por Taguatinga, Asa Norte e Estrutural, candidato critica promessas do governo para o CAD e promete mobilizar a administração para atração de empresas e renda

O candidato ao Governo do Distrito Federal (GDF) pelo Partido Novo, Kiko Caputo, apresentou, neste sábado (5/9), um plano de renovação para as Regiões Administrativas (RAs) centrado no que ele chamou de "choque de honestidade" e na revitalização do comércio local. Em passagens por Taguatinga, Asa Norte e Estrutural, o postulante criticou o atual estado das cidades e defendeu que a atração de novos empreendimentos é o caminho para reaquecer a economia regional.

De acordo com o postulante ao Buriti, as cidades do DF se encontram abandonadas, tomadas pelo lixo nas ruas, calçadas esburacadas e lojas de portas fechadas. Para mudar esse cenário, Caputo afirmou que a prioridade de uma eventual gestão sua será a geração de oportunidades de trabalho nas RAs por meio da atração de empresas e indústrias para o DF.

“Nós precisamos mobilizar toda a inteligência administrativa do DF para atrair novos empreendimentos, novas indústrias, novas empresas, para gerar emprego e renda aqui no Distrito Federal. Não há nada mais importante e nem um programa social mais efetivo do que o emprego”, destacou.

Para financiar essas melhorias e garantir investimentos prioritários na saúde e na infraestrutura, o candidato propõe a otimização da máquina pública e o fim do loteamento político. Um dos pontos centrais da proposta envolve a utilização estratégica do Centro Administrativo (CAD), em Taguatinga, para cortar gastos e gerar economia real aos cofres públicos.

Assim sendo, Caputo rebateu os planos divulgados pela atual gestão para a ocupação do complexo e classificou a promessa do governo como ineficaz, alegando que ela envolve órgãos que já não pagam aluguel, como a governadoria, a casa civil e a secretaria de obras, além da vice-governadoria. “Eles acham que nós somos idiotas. Eu não quero mais essa turma no Buriti”, disparou.

Combate à “velha política”

Sustentado em sua atuação de 32 anos na advocacia, o candidato reiterou que o combate à corrupção e a transparência rigorosa são premissas indispensáveis para devolver a dignidade aos moradores. Ele apontou falhas históricas das gestões anteriores na prestação de serviços básicos como saúde, segurança, mobilidade e transporte público.

Indagado pelo Correio sobre as oscilações jurídicas na corrida eleitoral e eventuais mudanças no cenário político, Caputo garantiu que a estratégia do seu grupo permanecerá inalterada, mantendo o foco no contato direto com a população e na crítica ao modelo tradicional de governar.

“A minha candidatura é completamente diferente dessa velha política que gerou a situação que nós vivemos hoje no Distrito Federal. Todos esses candidatos, por si próprios ou por seus partidos, já administraram o Distrito Federal. E eu indago a você: você está satisfeito com a saúde pública? Com a mobilidade urbana? Com a qualidade do transporte público? Com essa sensação de insegurança que nós temos?”, apontou.

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