A ex-governadora do Distrito Federal e candidata a deputada federal pelo PSD, Maria de Lourdes Abadia, apresentou propostas voltadas à assistência social durante entrevista ao Podcast do Correio. Entre as principais ideias estão a criação de creches noturnas, centros de atendimento para idosos e mudanças na assistência a beneficiários de programas de renda.
Abadia pretende destinar emendas parlamentares para construir creches em regiões vulneráveis do DF. A medida, segundo ela, atenderia principalmente mães que trabalham à noite em áreas como saúde, aeroportos e serviços de cuidado. “À noite não existe [estrutura], as crianças ficam trancadas mesmo”, afirmou.
Para os idosos, a candidata propõe centros de acolhimento diurno, com atividades físicas e culturais e alimentação adequada. A ideia é que os idosos passem o dia nesses espaços e retornem para casa à noite, mantendo o convívio familiar.
Na área social, Abadia defende mudanças na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) para criar uma “porta de saída” dos programas de renda. A proposta prevê combinar os benefícios com capacitação profissional e parcerias com entidades como o Sebrae. “Você não tira o benefício social das pessoas que precisam, mas trabalha com elas para que vivam autônomas”, disse.
Constituinte de 1988, Abadia também fez um balanço de quatro décadas de vida pública. A candidata afirmou não se orientar por siglas ou ideologias e defendeu a busca de consenso na política. Ao falar sobre a participação feminina, citou o “Lobby do Batom”, articulação de parlamentares de diferentes correntes durante a Constituinte.
Abadia ainda criticou a polarização política e defendeu o ensino de cidadania e democracia nas escolas. Segundo ela, é necessário ensinar aos estudantes o funcionamento do sistema político e o papel dos partidos.
Na eleição deste ano, a candidata mantém aliança com o ex-governador José Roberto Arruda, para quem ajudou a elaborar propostas na área social. Ela reconheceu as indefinições jurídicas sobre a candidatura do aliado, mas afirmou que seu foco é manter o compromisso com a população de baixa renda. A campanha, segundo Abadia, terá estrutura “franciscana”, com limite de R$ 500 mil e apoio voluntário de lideranças comunitárias.
