
Em mais uma rodada de sabatinas com os candidatos ao Governo do Distrito Federal, o Podcast do Correio recebeu, nesta quarta-feira (30/9), Paula Belmonte (PSDB). Às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos, ela afirmou que irá implementar um gabinete de combate à corrupção, rever contratos públicos, como os do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), do Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do Distrito Federal (Inas DF) e das empresas de ônibus da capital.
Reta final das campanhas. O que dá para mudar nesses quatro dias?
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Acredito que eu vá para o segundo turno com a Celina. Vou mostrar que nós, mulheres, podemos conduzir o processo eleitoral. Estou aqui nesses últimos três dias para as pessoas que ainda não despertaram seus votos e não sabem em quem votar. Eu me coloco à disposição para que as pessoas possam me conhecer e conhecer os nossos projetos, o trabalho que a gente fez na Câmara Federal e na Distrital. Estou aqui como uma alternativa viável para o GDF.
A senhora recebeu apoio de vários aliados do ex-governador José Roberto Arruda. Isso pode ter um impacto na sua campanha?
Eu acredito que sim. Na realidade, é um impacto que queremos que aconteça e convoco toda a população do Distrito Federal: nós precisamos chegar no segundo turno. Estamos falando de um governo que gasta o nosso dinheiro, que tem 33 secretarias, tem 27 mil cabos eleitorais. Estamos propondo uma melhoria no combate à corrupção, na honestidade e na transparência. Com certeza, os eleitores que gostam da gestão Arruda, que prezam pela praticidade, estão sendo incorporados ao nosso governo.
Caso seja eleita, quais serão as primeiras medidas a serem tomadas?
Eu serei eleita por uma parte da população, mas eu serei a governadora de 100% da cidade. O presidente da República que ganhar também terá o nosso compromisso de trabalhar junto. Meu primeiro ato vai ser o lançamento do gabinete de combate à corrupção, prevenção e transparência, que será gerido pelo juiz Everardo Ribeiro, meu candidato a vice-governador. Iremos avaliar contrato por contrato, fazer auditoria do Iges, na Secretaria de Mobilidade e no Inas, onde os servidores estão com medo de adoecer porque estão sendo descredenciados.
Quais são as suas propostas para o BRB?
O BRB precisa ser regionalizado, ele precisa voltar à sua função principal. Estávamos na UnB com os estudantes falando de primeiro emprego. O banco pode ser um fomentador do primeiro emprego, de uma startup, de um pequeno negócio. Acreditamos nisso. Outra coisa... Eu preciso saber o que está acontecendo com o banco. Como é que vamos votar em uma pessoa que esteve envolvida com o (Daniel) Vorcaro, com o Ibaneis (Rocha), que tentou vender carteiras boas do BRB para o BTG e o Bradesco e, além disso, não apresentou os números? Isso não está certo. É desleal, essa senhora é desleal ao Distrito Federal, ela é desnecessária ao Distrito Federal. É uma senhora que tem um DNA de traição. Ela traiu o Roriz, traiu a filha do Roriz, traiu o próprio Ibaneis e está traindo o Distrito Federal.
Quais são as suas propostas para as crianças do DF?
Precisamos fazer com que a criança seja protegida desde o útero. Quando falo de pré-natal, eu falo de qualidade, de segurança alimentar, precisamos fazer com que ela tenha acesso a todos os nutrientes para crescer inteligente e ter oportunidade. Eu falo para mães de crianças com deficiência que iremos abraçar essa causa. Precisamos acolher essas mães, para que elas tenham tempo, para que possam ter a oportunidade de fazer terapia. Além disso, temos que resgatar a educação, que está abandonada. Estamos em último lugar no Ideb. Precisamos contratar professores efetivos. Os professores temporários não conseguem criar vínculos. Setenta por cento das nossas escolas não têm refeitório, as escolas não possuem estrutura. Não podemos determinar o sonho das crianças pelo CEP em que elas nasceram.
Quais são as suas propostas para a saúde do DF?
Vou deixar a gestão hospitalar mais transparente e tecnológica. Os hospitais não conversam com as UPAs e as UBSs em questão de prontuário. Quando a gente faz um prontuário único, conseguimos otimizar e economizar. Controle de estoque em farmácias populares também tem que ser revisto. Às vezes, esses locais têm o medicamento e perde a validade; outros não têm o medicamento e não podem transferir de outra unidade. O que defendemos é uma política de um SUS mais fortalecido, com cirurgias robóticas, que são menos invasivas e conseguimos fazer implementar isso na saúde pública.
A mobilidade urbana é um assunto delicado. Quais são as suas propostas de mudança?
Sobre os ônibus, a primeira coisa é rever o cálculo da tarifa técnica, que contabiliza o quilômetro rodado e não o número de passageiros transportados; vamos investigar e revisar esses contratos. Com a reforma da tarifa técnica, as empresas vão querer melhorar o transporte para pegar o passageiro onde for, elas vão querer conquistar o passageiro. Queremos expandir o metrô para a Asa Norte, Santa Maria, Gama e Águas Lindas (GO). No transporte urbano, vamos implementar um monotrilho para Planaltina e Sobradinho, duas regiões onde as pessoas sofrem com os ônibus. O valor de R$ 2 bilhões pago para as empresas de ônibus é quase suficiente para subsidiar a tarifa zero para 100% da população, e queremos fazer isso no nosso governo.
Sobre a segurança pública. O que o brasiliense pode esperar para essa área?
No nosso plano de governo, temos o projeto Muralha Digital. Não se faz governo sem pessoas. Precisamos recompor o efetivo de todos os órgãos das forças de segurança pública. Além disso, também precisamos dar estrutura para essas pessoas, construção de mais delegacias. Vamos ter acesso ao Fundo Nacional de Segurança Pública, que está há oito anos sem ser utilizado, e é um fundo que tem mais de R$ 80 milhões que poderiam ser reinvestidos no setor. Vamos integrar as forças de segurança com responsabilidade.
O seu plano de governo também detalha propostas para o combate ao feminicídio.
O feminicídio é a maior violência que uma mulher pode sofrer. Entretanto, antes desse crime, a mulher sofreu inúmeros outros abusos, como o físico, o psicológico e o mental. Para combater isso, precisamos ensinar as crianças desde cedo a terem respeito pelas mulheres. Na CLDF, temos um projeto chamado Falando Delas para Eles, no qual abordamos esses conceitos com os alunos. Essas mulheres precisam ter uma rede de apoio, elas precisam se sentir seguras para denunciar. Por isso, a contratação dos agentes comunitários de saúde é tão importante; eles conseguem identificar sinais de violação de direitos quando visitam as casas das pessoas, não somente das mulheres, mas também de crianças e idosos.
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Frases:
Meu primeiro ato vai ser o lançamento do gabinete de combate à corrupção, prevenção e transparência, que será gerido pelo juiz Everardo Ribeiro, meu candidato a vice-governador"
Sobre os ônibus, a primeira coisa é rever o cálculo da tarifa técnica, que contabiliza o quilômetro rodado e não o número de passageiros transportados; vamos investigar e revisar esses contratos"
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