
Na tenda de Maria Josilene, montada em frente ao Centro de Ensino Médio 2 do Gama, o relógio ainda não havia chegado ao meio-dia e ela já tinha perdido as contas das panelas de pipoca que havia preparado. "Nesses dias, a gente ganha um dinheirinho de um lado e do outro", diz a vendedora de 57 anos. Eleitores de diferentes espectros políticos não resistiram ao cheiro de manteiga que se apresentava na entrada do colégio de votação. Assim como ela, outros ambulantes aproveitaram o domingo para impulsionar as vendas.
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É o caso de Ana Pereira e Gil Pinheiro, mãe e filho que dividiram a barraca entre crepe, churros e frutas temperadas. É a primeira vez que os dois decidem trabalhar nas eleições. A ideia, para Ana, valeu a pena. "Está tudo correndo bem, vendendo bastante", afirmou.
Desde a primeira eleição para governador no Distrito Federal, em 1990, Irineu Balbino da Silva prepara o isopor, reúne as sacolas e sai à procura dos pontos mais movimentados do Gama. Em comparação com outros pleitos, ele faz queixas dos resultados para os ambulantes. "Já foi melhor, agora as pessoas trazem tudo de casa. De qualquer forma aumenta um pouquinho as vendas". O idoso, hoje com 71 anos, diz que, além de movimentar o trabalho dele, o dia serve para reencontrar velhos amigos.
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Djacir Ximenes diz que, para não ficar em casa, gosta de trabalhar nas eleições. O estoque de água até o fim do dia, projeta, talvez não seja suficiente. "Não podemos esquecer de oferecer para o povo. É fundamental para a saúde". No final do dia, Maria Josilene, das pipocas, ainda precisa votar. "Vou correr para dar tempo. Espero que meu candidato ganhe."
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