Eleições 2026

Confira o mapa da disputa no 1º turno da eleição no DF

Celina Leão liderou em 17 zonas eleitorais e teve em Samambaia seu maior percentual; Leandro Grass venceu na Asa Sul e na Asa Norte

O melhor desempenho de Celina Leão (PP) foi na Zona 13, região de Samambaia, onde a candidata recebeu 56.458 votos (55,40% dos votos válidos) -  (crédito: Administração Regional de Samambaia)
O melhor desempenho de Celina Leão (PP) foi na Zona 13, região de Samambaia, onde a candidata recebeu 56.458 votos (55,40% dos votos válidos) - (crédito: Administração Regional de Samambaia)

A disputa pelo Governo do Distrito Federal terá segundo turno entre Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT), mas o desempenho dos dois candidatos variou de acordo com a região administrativa. Celina terminou à frente em quase todas as zonas eleitorais do DF, enquanto Grass concentrou seus melhores resultados nas áreas centrais de Brasília e em regiões de maior renda. 

O melhor desempenho de Celina Leão (PP) foi na Zona 13, que corresponde a Samambaia, onde a candidata recebeu 56.458 votos, ou 55,40% dos votos válidos. O resultado colocou Celina mais de 26 pontos percentuais à frente de Leandro Grass (PT), que teve 29,35% na região. Entre as 19 zonas com dados apresentados, foi o maior percentual obtido pela candidata no primeiro turno.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

info-mapa-eleicoes-governador
info-mapa-eleicoes-governador (foto: Valdo Virgo)

Leandro Grass (PT) teve seu melhor resultado na Zona 14, que abrange a Asa Norte, com 39.885 votos, equivalentes a 46,70% dos votos válidos. Celina ficou em segundo, com 36,74%, enquanto Paula Belmonte (PSDB) registrou 6,48%. A votação na Asa Norte foi, portanto, uma das duas únicas zonas em que Grass terminou à frente de Celina, ao lado da Zona 1, da Asa Sul.

Em Ceilândia Centro, a Zona 8, Celina também passou da metade dos votos válidos, com 51.711 votos (52,69%). Grass teve 32.565 (33,18%). Na Zona 20, que abrange Ceilândia Sul, a governadora alcançou 30.525 votos (52,71%), enquanto Grass ficou com 18.957 (32,74%). A região, portanto, apresentou uma das maiores vantagens percentuais de Celina entre as zonas do DF.

O mesmo cenário apareceu em Taguatinga. Na Zona 3, Celina registrou 27.366 votos (52,57%), contra 16.864 (32,39%) de Grass. Na Zona 19, também localizada em Taguatinga, a candidata chegou a 53,41%, com 44.637 votos, enquanto o petista teve 26.076 (31,20%). Em Santa Maria, na Zona 4, Celina obteve 36.860 votos (51,78%), contra 22.850 (31,10%) de Grass.

Em Planaltina, a candidata do PP somou 50.485 votos, correspondentes a 51,43% dos votos válidos. Grass teve 33.739 votos (34,37%). Em Sobradinho, na Zona 5, Celina alcançou 49.742 votos (50,54%), enquanto o petista ficou com 34.380 (34,93%). Nas demais regiões, Celina também manteve vantagem. No Paranoá, Varjão, Itapoã e Lago Norte, reunidos na Zona 2, ela teve 39.501 votos (46,12%), contra 30.674 (35,81%) de Grass. No Guará, Zona 9, a diferença foi de 47.927 votos (47,94%) para Celina contra 36.309 (36,32%) para o candidato do PT.

Na Zona 10, que reúne Núcleo Bandeirante, Riacho Fundo, Park Way e Candangolândia, Celina chegou a 52,87%, com 48.301 votos. Grass teve 28.855 (31,58%). No Cruzeiro, Sudoeste e Octogonal, correspondentes à Zona 11, a vantagem foi mais estreita: Celina registrou 43,86%, contra 38,85% de Grass.

Em Águas Claras, na Zona 15, Celina teve 62.390 votos (48,24%), enquanto Grass alcançou 45.991 (35,56%). No Gama, Zona 17, a candidata do PP somou 44.959 votos (49,73%), contra 31.547 (34,89%) do petista. No Lago Sul, Jardim Botânico e São Sebastião, na Zona 18, Celina ficou com 48,95%, enquanto Grass teve 35,43%.

O resultado também foi favorável a Celina no Recanto das Emas. Na Zona 21, ela recebeu 44.162 votos (54,51%), contra 24.266 (29,95%) de Grass. Foi um dos maiores percentuais da candidata entre todas as zonas eleitorais. Em nenhuma dessas áreas, Paula Belmonte, terceira colocada no primeiro turno, conseguiu superar os dois candidatos que avançaram para a etapa final.

 

Reflexo nacional

Para Lúcio Rennó, professor adjunto do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB), a diferença de desempenho era esperada e reflete o perfil político historicamente associado a cada região. "Isso é esperado. É o perfil do eleitor mais da direita e da esquerda historicamente. Asa Norte é reduto do eleitorado petista e do PSol, que votam massivamente nessas candidaturas. Regiões com renda e escolaridade mais baixa tendem a votar mais nas candidaturas de direita", afirmou.

Rennó também relacionou o resultado à influência do chamado rorizismo (em referência ao ex-governador Joaquim Roriz) e a posterior consolidação de novas lideranças no campo bolsonarista. Na avaliação do professor, o mapa eleitoral mostra, ainda, o desafio que Grass e o PT terão pela frente no segundo turno. 

"O desafio agora é muito grande para o Grass e o PT se inserirem nesses eleitorados, contando com o apoio das candidaturas derrotadas no segundo turno. O resultado aponta para a força dessa polarização, que reflete uma polarização nacional e se mostra com um desequilíbrio maior para o lado bolsonarista", avaliou.

Rennó também considera que o apoio de Paula Belmonte (PSDB), terceira colocada no primeiro turno, pode ser relevante para Grass. Segundo ele, a candidata manteve ao longo da campanha uma postura de oposição a Celina e, caso se engaje na campanha petista, poderá contribuir para a transferência de parte de seus votos. O professor, no entanto, pondera que não é possível saber quanto desse eleitorado efetivamente seguirá uma eventual orientação política.

 

Eleição em números

  • 17 Zonas eleitorais em que Celina venceu
  • 2 Zonas em que Grass liderou
  • 254.070 Votos a mais que Celina obteve sobre Grass
  • 427.622 Diferença de votos entre Grass (2º) e Paula Belmonte (3ª)

  • Google Discover Icon
postado em 05/10/2026 05:00 / atualizado em 05/10/2026 06:20
x