
O Conselho Regional de Medicina do DF (CRM-DF) suspendeu permanentemente do exercício profissional a médica pediatra Juliana Pina Araújo, acusada de matar o filho de 3 anos em residência na Asa Sul. O registro da autora foi suspenso devido ao processo relacionado ao caso, que aconteceu em 2018. À época dos fatos, Juliana teria ministrado antidepressivos para a criança, posteriormente perfurando a artéria dela, o que acelerou o óbito.
A medida foi publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) nesta segunda-feira (5/10).
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Segundo DODF, a decisão foi tomada pelo conselho durante Sessão Plenária Ordinária, que aconteceu em 24 de setembro, quando foi discutido o processo administrativo contra Juliana.
Relembre o caso
A ré trabalhava no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e, no dia 27 de julho de 2018, supostamente teria feito o menino tomar a medicação contra-indicada para crianças e perfurado a artéria dela logo depois. A criança foi socorrida e levada ao Hospital Materno Infantil (Hmib), mas não resistiu e morreu devido ao quadro de intoxicação e insuficiência respiratória, causados pelos remédios. No dia, ela teria descido do apartamento onde residia, na 210 Sul, suja de sangue, dizendo que o filho estava morto, e que ela se mataria.
Correndo em direção à rua, ela foi interceptada pelo porteiro do prédio. Juliana foi encontrada com cortes nos punhos e pescoço, sendo internada na ala psiquiátrica do Hospital de Base. Naquele ano, a médica estava enfrentando uma depressão severa, laudo que foi levado em conta no julgamento dela.
Juliana foi condenada em outubro de 2021 a 20 anos de reclusão pelo Tribunal do Júri de Brasília. Entretanto, a defesa recorreu da sentença, e o julgamento foi anulado. No ano seguinte, em setembro, um novo julgamento foi realizado, e a ré foi condenada a 12 anos de prisão em regime fechado. A pena, no entanto, foi substituída por uma internação de três anos, considerando o estado de saúde mental da ré.
O Correio tentou contato, mas não conseguiu localizar a defesa de Juliana Pina Araújo. O espaço segue aberto.
Cidades DF
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