Candidatos não eleitos ao GDF destacam compromisso com eleitores
Candidatos que concorreram ao GDF avaliam resultado. Paula Belmonte (PSDB) afirma que "não defende ideologia, mas princípios e valores". Kiko Caputo (Novo) aguarda definição do partido. Cappelli (PSB) declara voto em Grass no 2º turno
Logo após o resultado das eleições, a deputada distrital Paula Belmonte (PSDB) comemorou a boa votação para o GDF - (crédito: Luiz Fellipe Alves/CB/DA Press)
O comando do Palácio do Buriti segue indefinido, com a disputa entre Celina Leão (PP) e Leando Grass (PT) adiada para o dia 25 deste mês. Juntos, os adversários Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo) e Ricardo Cappelli (PSB) alcançaram em torno de 15%. Professora Samara Mineiro (UP), professor Robson Raymundo (PSTU), Elisson Ferreira (Agir), Rico Pinheiro (PRTB) e Expedito Mendonça (PCO) tiveram menos de 1%.
Os candidatos ao Governo do Distrito Federal (GDF) tiveram um dia de ansiedade e expectativa pela contagem dos votos. A maioria dos postulantes votou pela manhã e, após as 17h, todos acompanharam a apuração, que até o último instante manteve a indecisão sobre o segundo turno. A confirmação veio às 20h15, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o fechamento desta edição, apenas Ricardo Cappelli declarou apoio nesta segunda fase da corrida pelo posto máximo do Executivo local.
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Candidata do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Paula Belmonte ficou em terceiro lugar na disputa com 8,51% dos votos válidos. Em pronunciamento após o resultado, ela agradeceu aos eleitores e afirmou que seu compromisso continua sendo com a população. A deputada distrital, que disputou o GDF sozinha com seu partido, fez uma avaliação da campanha de 45 dias. Segundo ela, a equipe percorreu 40 cidades do DF.
Acompanhada de apoiadores, deputados distritais, federais e membros da executiva do partido, Paula Belmonte reforçou que manteve seus princípios durante a campanha. "Nós não nos vendemos em nenhum momento. Os nossos valores e princípios foram até o fim. Tentaram comprar, mas a gente não se vendeu", disse.
Questionada sobre conversas para o segundo turno, a candidata avaliou que o resultado mostrou que a população está mais atenta. "Estavam dizendo que iam ganhar no primeiro turno e tudo, então mostrou que Brasília está acordando para ver o que está acontecendo", declarou. "Aqui, eu não defendo ideologia, eu defendo princípios e valores, e eu quero continuar dizendo isso", desconversou.
Ao final, Paula garantiu que cumprirá seu mandato como deputada distrital até o último dia. "Temos aí até o fim do ano como deputada distrital, podem ter certeza de que eu honrarei até o meu derradeiro dia a todos que me deram esse voto de confiança", completou. Ao falar sobre o que espera daqui para frente, Belmonte afirmou que o DF precisa de cuidado e honestidade na política. "É conversando, olhando e dizendo, povo de Brasília, a gente precisa de cuidado, a gente precisa de político honesto e é isso que você vai ter", concluiu a candidata, que somou 140.765 votos.
Pela manhã, Paula votou no colégio COC no Lago Norte, acompanhada de seu vice e de seus filhos. A candidata optou por se manter na fila com os outros eleitores, negando a opção preferencial que ocorre em casos de candidatos na corrida eleitoral. Paula distribuiu acenos e abraços aos eleitores. Paula chegou às 10h50 em sua zona eleitoral e finalizou seu voto às 11h17.
Kiko Caputo: apoio para 2º turno será direcionado pelo partido
(foto: Beatriz Mascarenhas)
Gratidão
Em sua estreia na vida política, Kiko Caputo (Novo) teve 4,36% dos votos na disputa ao Palácio do Buriti, garantindo o quarto lugar com 72.148 votos. O eventual apoio para o segundo turno será direcionado pelo partido.
Em sua rede social, Caputo declarou: "Foi uma caminhada construída por muitas mãos com coragem, esperança e muito amor por Brasília. Cada voto recebido representa confiança, e também uma grande responsabilidade. Você confiou em mim, acreditou e depositou seu voto no 30, e, por isso, eu expresso a minha mais profunda gratidão. Não foi dessa vez, mas sigo confiante de que, por meio desse movimento que a gente começou, existe força no DF para lutar e fiscalizar".
Kiko votou no Colégio Mackenzie, no Lago Sul. Ele chegou ao local às 11h, e concluiu a votação às 11h06, e declarou que deixa a disputa com a sensação de dever cumprido por ter apresentado suas propostas aos eleitores do Distrito Federal. "Chegar ao final com o coração leve, com a sensação de dever cumprido, de ter participado desse processo democrático, de ter me colocado como uma opção para o Distrito Federal e ter apresentado muitas propostas que eu acredito que podem mudar a realidade do nosso povo aqui e tornar a vida muito melhor. Então, o saldo é altamente positivo, independente do resultado", afirmou o ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF).
Com 2,23% dos votos, Ricardo Cappelli (PSB) declarou, nas redes sociais, apoio ao candidato petista, Leandro Grass, no segundo turno. "Lutamos o bom combate. Deus sabe de tudo. Celina e Ibaneis de novo, não", afirmou.
Cappelli votou por volta das 9h, acompanhado da família, no Colégio In-Nova, no Sudoeste. Questionado sobre integrantes de seu partido que declararam apoio a outros candidatos, ele comentou que "situações semelhantes" ocorreram em outras legendas e avaliou que os partidos brasileiros "ainda são frágeis".
04/10/2026 Crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF - Eleições 2026. Candidato ao GDF Ricardo Cappelli votando no sudoeste Colégio In-nova
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Luta contínua
Os demais candidatos tiveram menos de 1% dos votos. Em sexto lugar, com 0,24%, Samara Mineiro (UP) votou no Colégio Santo Elias, em Sobradinho. Após registrar o voto, ela destacou o contato mantido com eleitores durante a campanha. "Muita gente declarou apoio à candidatura de uma mulher, professora, trabalhadora", afirmou. Esta é a primeira vez que a Unidade Popular apresenta uma candidatura ao governo do Distrito Federal. Também é a primeira vez de Samara como candidata. Segundo ela, a trajetória da campanha culminou em uma votação que considera resultado de um processo "muito exitoso".
Já o professor Robson Raymundo (PSTU), que ficou em sétimo lugar na corrida ao GDF, com 0,10%, votou de manhã na Escola Classe 6 do Guará II. Coincidentemente, Raymundo estava na mesma seção eleitoral de Leandro Grass (PV). Antes de registrar o voto, às 9h26, falou ao Correio que a atuação do partido continuará independentemente do resultado. "Nossa luta continuará, porque nós não somos um partido só de eleição", declarou. Segundo ele, o partido seguirá atuando nos movimentos sociais e fará oposição de esquerda a quem assumir o governo.
Arruda
No dia da votação, José Roberto Arruda (PSD) participou da missa das 12h no Santuário Santo Antônio, em Brasília. Na celebração conduzida pelo frei Vicente, ele estava acompanhado das filhas, Maria Luísa, 18 anos, e Maria Clara, 12. Impedido de disputar o governo do Distrito Federal, o ex-governador criticou o que considera uma retirada do direito de escolha do eleitor brasiliense. "Eu acho que, infelizmente, tiraram do eleitor de Brasília o direito de escolher seu governante pelo voto. Resolveram me tirar no tapetão", disse. Apesar das críticas, o ex-governador afirmou esperar que o resultado das urnas contribua para mudanças no país e no Distrito Federal. "Vida que segue, espero que o voto dos brasileiros ajude a fazer uma mudança no país e em Brasília", declarou.
Colaboraram Beatriz Mascarenhas, Giovanna Kunz, Brunna Ramos*, Eduarda Brandão* e Maria Carolina*
Formado em jornalismo pelo Centro universitário Udf. Atua na editoria de Cidades desde 2024 cobrindo política, pautas sociais, segurança pública, saúde, mobilidade urbana e crimes.