
Condenado a 14 anos de prisão no Tribunal do Júri pelo assassinato de Ewerton Ferreira, cometido em 2004, o ex-deputado distrital Carlos Xavier é considerado foragido da Justiça. À época do crime, a vítima tinha 16 anos.
O julgamento de Xavier ocorreu no final de setembro, antes do primeiro turno das eleições. O ex-deputado concorreu a uma das cadeiras da Câmara Legislativa, mas recebeu pouco mais de 1,8 mil votos e não foi eleito.
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Mesmo com a sentença, Xavier não foi preso por estar resguardado no artigo 236 do Código Eleitoral, que impede a prisão de candidatos, eleitores, mesários e fiscais em determinados períodos antes e depois do pleito.
A Polícia Civil fez diligências em endereços vinculados a Xavier, mas até a última atualização dessa reportagem ele não havia sido localizado.
O Correio apurou que houve um pedido por parte do Ministério Público do DF para que o mandado fosse expedido sob sigilo, o que poderia ter evitado a fuga. No entanto, foi negado.
Julgamento
No júri, Xavier chorou por duas vezes em plenário e, em mais de uma hora de interrogatório, acusou integrantes da cúpula da Polícia Civil do Distrito Federal e autoridades políticas de terem arquitetado uma armadilha para tirá-lo do poder. A defesa sustentou que houve uma articulação para incriminá-lo.
Segundo os autos do processo, a investigação apontou Xavier como mandante do assassinato. A motivação atribuída ao crime foi uma suposta vingança contra o adolescente, diante da suspeita de que ele mantinha um relacionamento com a mulher do então deputado.
Ewerton foi assassinado com um tiro na cabeça em uma parada de ônibus. Pelo crime, Xavier recebeu 14 anos de prisão.
Cidades DF
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