Homicídio

PCDF indicia três por chacina em Formosa (GO)

Investigação aponta emboscada motivada por dívidas e agiotagem. Crime foi na segunda-feira (12/10), e armas, munições e silenciadores foram apreendidos

Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o quádruplo homicídio no Parque Lago, em Formosa (GO), e indiciou três investigados -  (crédito: Divulgação/PCGO)
Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o quádruplo homicídio no Parque Lago, em Formosa (GO), e indiciou três investigados - (crédito: Divulgação/PCGO)

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) indiciou três investigados pelo assassinato de quatro pessoas no Parque Lago, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. O trio foi indiciado também por associação criminosa armada e posse ilegal de acessório de uso restrito. O crime ocorreu nessa segunda-feira (12/10).

Segundo a investigação, as vítimas foram atraídas para uma emboscada sob o pretexto de resolver uma pendência financeira e recuperar um veículo retido. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário, enquanto novas diligências continuam para esclarecer todos os desdobramentos.

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As apurações foram conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Formosa. De acordo com a Polícia Civil, as vítimas chegaram ao endereço acreditando que participariam de um acerto financeiro. No local, porém, foram surpreendidas por uma emboscada e atingidas por diversos disparos de arma de fogo, sem oportunidade de defesa.

As vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira, conhecido como Tarobá, e Luiz Antônio Rodrigues, apelidado de Nego. A investigação apontou que o crime teria sido motivado por uma divida de R$ 250 mil e cobranças relacionadas à prática de agiotagem pelo grupo investigado e por terceiros. Conforme os elementos reunidos no inquérito, os envolvidos também integrariam uma associação criminosa armada, estável e permanente, com atribuições previamente definidas e atuação voltada à prática recorrente de extorsões, ameaças e cobranças violentas em Formosa e São João d'Aliança, município goiano no Entorno do DF.

Durante os trabalhos periciais, os órgãos responsáveis conseguiram recuperar imagens de câmeras de segurança instaladas na residência de um dos investigados, localizada em frente ao endereço onde ocorreu o quádruplo homicídio. Há indícios de que as gravações tenham sido apagadas deliberadamente, circunstância que também será apurada.

O material recuperado permanece sob análise pericial e poderá contribuir para a reconstrução da dinâmica do crime e para o esclarecimento das circunstâncias da participação dos envolvidos. A Polícia Civil não detalhou, na divulgação da conclusão do inquérito, o conteúdo das imagens nem a eventual identificação de outros participantes a partir das gravações.

Armas apreendidas

Durante as diligências no local do crime e o cumprimento de mandados de busca e apreensão, foram encontradas, nas residências dos investigados, armas de fogo, munições, acessórios e supressores de ruído, conhecidos como silenciadores. Segundo a Polícia Civil, a irregularidade dos acessórios de uso restrito foi confirmada junto à Polícia Federal, diante da ausência de registro ou autorização.

A autoridade policial também determinou o envio de um ofício à Polícia Federal para que sejam adotadas as providências administrativas cabíveis em relação aos diversos registros de armas de fogo vinculados aos investigados.

Com a conclusão do inquérito, remetido ao Poder Judiciário, a autoridade policial representou pela manutenção da prisão preventiva dos três indiciados. O pedido foi fundamentado na garantia da ordem pública e na conveniência da instrução criminal.


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postado em 13/10/2026 16:12
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