Crime

Amigos cantam em despedida de casal assassinado em Ceilândia

Velório de Larissa Rodrigues e Arlandson Alves reuniu familiares, amigos e músicos nesta terça-feira (13/10), em Taguatinga

Velório de casal assassinado em Ceilândia reúne familiares, amigos e músicos em Taguatinga -  (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)
Velório de casal assassinado em Ceilândia reúne familiares, amigos e músicos em Taguatinga - (crédito: Ed Alves/CB/D.A Press)

Familiares e amigos se reuniram nesta terça-feira (13/10), no Cemitério Campo da Esperança, em Taguatinga, para se despedirem da confeiteira Larissa Rodrigues de Paula, de 24 anos, e do cantor Arlandson de Sousa Alves, de 26. O casal foi assassinado na madrugada de domingo (11/10), na QNM 22, em Ceilândia. Em capelas e túmulos separados, o casal recebeu as últimas homenagens.

Na capela de Arlandson, a despedida foi marcada pela música, sua maior paixão. Amigos músicos e integrantes do “grupo 4 Sons”, do qual ele fazia parte, compareceram ao velório. Alguns levaram instrumentos musicais e se reuniram para cantar uma canção em homenagem ao artista.

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Amigo de Arlandson e integrante do grupo, Rodrigo Vieira, 36 anos, lamentou a perda e cobrou justiça. “Perdemos um irmão para a crueldade. Nenhum ser humano merece isso, muito menos o Alan. Tem que haver justiça. Ele deixa um legado e um aprendizado muito grande, principalmente para mim, sobre educação pessoal e musical, personalidade e vaidade”, afirmou.

Na capela de Larissa, familiares e amigos se reuniram em orações e momentos de comoção. Entre eles estava a tia da jovem, Mariana Rodrigues, 49. Abalada pela morte da sobrinha, ela relatou o trauma de ter visto a cena do crime.

“Limpei a casa, tinha muito sangue. O sofá estava com marcas de bala. Não cheguei a conhecer o Alan, mas Larissa era um amor de pessoa. Ela era tão meiga, diferente de toda a nossa família. Nós adorávamos dançar e cantar Calypso”, contou.

O delegado Fernando Fernandez, da 19ª Delegacia de Polícia, também compareceu ao velório para prestar uma última homenagem ao casal. Embora conhecesse os dois apenas superficialmente, ele disse ter ficado sensibilizado com a brutalidade do crime e com a repercussão entre os moradores de Ceilândia.

“Senti que esse crime brutal e covarde abalou muito não só a sociedade do DF, mas principalmente os ceilandenses. Casal jovem, sonhador, promissores no campo das artes e da música, foram covardemente assassinados de forma tão brutal por uma pessoa conhecida, supostamente. Venho não apenas como delegado, mas como cidadão brasiliense e morador de Ceilândia, nascido e criado, para prestar essa última homenagem”, declarou.

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postado em 13/10/2026 15:53
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