
Faltando seis dias para o segundo turno, a governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), prestou esclarecimentos, nesta segunda-feira (19/10), sobre a situação fiscal do DF e apresentou o balanço de suas ações. Celina afirmou que o equilíbrio financeiro já foi restabelecido, garantindo a previsão de fechar o ano com R$ 3 bilhões em caixa, e sustentou que as dificuldades recentes decorreram de falhas no orçamento elaborado no ano anterior, corrigidas após aprovação de matérias pela Câmara Legislativa (CLDF).
Na ocasião, a governadora defendeu o choque de gestão fundamentado no corte de custos, no veto a viagens de secretários e no congelamento de despesas com festejos de fim de ano via recursos públicos. Além de destacar a economia de R$ 168 milhões em aluguéis com a ocupação do Centro Administrativo, a gestora projetou a recuperação da Capacidade de Pagamento (Capag) do DF junto ao Tesouro Nacional, prevendo a elevação da nota C para a nota A no próximo ano.
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Na área de saúde pública, apontada como prioridade ao lado do ensino, Celina Leão detalhou estratégias para reforçar as equipes com novos médicos e enfermeiros, além da contratação de exames na rede privada. Ao ser questionada sobre a demanda represada e a expansão de consultas oftalmológicas, a candidata explicou como a abertura do atendimento inicial reflete diretamente no surgimento de novos procedimentos e defendeu a continuidade desse modelo.
“E quando eu abro atendimentos igual eu abri oftalmológico de 220 mil consultas, eu gerei 11.900 novas cirurgias, mas eu prefiro gerar novas cirurgias e atender aquelas que estavam antigas e ter um programa com continuidade do que não atender às consultas igual acontecia”, afirmou a governadora em sabatina do SBT Brasília.
A expansão da infraestrutura contempla a entrega de cinco novas UPAs ainda este ano — em regiões como Águas Claras, Taguatinga, Sol Nascente e Água Quente —, a conclusão de mais duas no próximo ano e o andamento das obras dos hospitais do Guará, Recanto das Emas e São Sebastião. A chefe do Executivo destacou também a publicação de um mutirão ortopédico de R$ 50 milhões e a contratação de 20 mil procedimentos no setor privado.
Ao abordar a mobilidade urbana, a candidata defendeu a viabilidade econômica do programa "Vai de Graça todos os dias". A implementação será gradual, atendendo inicialmente os beneficiários do Cadastro Único (CadÚnico), acompanhada pela medição contínua da qualidade do serviço. Celina detalhou como a reorganização contratual permitirá financiar o benefício utilizando o montante orçamentário que o DF já aplica no setor.
“Essa conta fecha porque eu já gasto quase R$ 2 bilhões de reais com transporte público, você só tem que mudar a forma como você faz esse investimento, se vai ser pelo quilômetro rodado ou passageiro embarcado, porque eu tenho certeza que com R$ 2 bilhões você consegue trazer para dentro do Vai de Graça todo dia um público selecionado”, garantiu a candidata.
Em relação à segurança pública e assistência social, a governadora ressaltou ter reduzido em 60% os furtos e roubos ligados ao tráfico em quatro meses. O resultado foi atribuído à desmobilização de 450 pontos de ocupação irregular no Plano Piloto, à transferência do Centro Pop e ao envio do projeto de lei de internação compulsória à CLDF, medidas aliadas ao acolhimento das pessoas em situação de rua.
A gestora pontuou também que realizou 21 edições do GDF da sua porta, emitiu mais de 2.000 ordens de serviço, firmou contrato com a Apae para atender 13 mil crianças neurodivergentes e inaugurou a primeira Casa da Mãe Atípica no Parque da Cidade. No setor de educação, ressaltou a convocação de mais de 3.600 profissionais, a reestruturação salarial de gestores em três dias e a autorização de concurso público para a educação e assistência social.
Para o próximo exercício, o governo encaminhou à CLDF a proposta orçamentária com R$ 8 bilhões destinados exclusivamente a investimentos, aliada à redução contínua do custeio da máquina pública. Ao encerrar a sabatina, Celina Leão rebateu críticas da oposição sobre a gestão passada e enfatizou o volume de entregas realizadas no seu período à frente do Executivo local.
“Em menos de cinco meses nós mostramos que nós somos capazes de governar com gestão, ouvindo os nossos servidores, mas principalmente cuidando da população do Distrito Federal que precisa de um governo muito próximo e com o compromisso de melhorar a saúde pública e ouvindo a realidade todos os dias na cidade”, disse a governadora.
Cidades DF
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