
O cardeal Paulo Cezar Costa, Arcebispo Metropolitano de Brasília, defendeu que a religião não pode ser responsável por divisões. Em entrevista ao Podcast do Correio, nesta segunda-feira (19/10), o religioso disse que a Igreja deve ser um lugar de união, especialmente em período eleitoral. Ele afirmou às jornalistas Denise Rothenburg e Ana Maria Campos que “o pensar diferente deveria implicar riqueza”.
Para o cardeal, hoje, é comum analisar acontecimentos de forma mais emocional. Dessa maneira, em uma eleição disputada como esta, o ódio e o rancor tomam conta das relações humanas. No entanto, o Arcebispo destacou que deveria ser normal os cidadãos pensarem de forma diferente. Ele avaliou que, nesse cenário, a fé tem a função de conduzir todos para a paz. “A Igreja tem um papel fundamental para ajudar na reconciliação das pessoas. Por isso, ela não pode ficar calada”, disse.
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O Arcebispo considerou que a religião não deve tomar decisões pelos fiéis. “A função da Igreja é formar consciência para que a pessoa decida por si. É o caminho da maturidade”, destacou.
A recomendação do Arcebispo é de que a Igreja não se envolva com política partidária, uma vez que esse movimento causa divisões. “A religião trata a política enquanto bem comum que se concretiza em saúde, educação, qualidade de vida, cuidado com os pobres e com ecologia. É uma cultura de valores”, enfatizou. “O caminho da sociedade é o diálogo.”
Assista à íntegra do programa:
*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates
Cidades DF
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