Crime

Pastor preso na Estrutural é suspeito de organizar reocupações

Segundo a Polícia Civil, Elizeu Martins Viana, conhecido como Pastor Elizeu, liderava grupo que demarcava lotes em área protegida e fazia ligações clandestinas de energia

As investigações apontam que o grupo teria suprimido vegetação, demarcado lotes e vias e instalado estruturas em terras públicas -  (crédito: PCDF/Divulgação)
As investigações apontam que o grupo teria suprimido vegetação, demarcado lotes e vias e instalado estruturas em terras públicas - (crédito: PCDF/Divulgação)

Elizeu Martins Viana, conhecido como Pastor Elizeu, preso preventivamente na quarta-feira (28/10) sob suspeita de vender lotes irregularmente na região da Cabeceira do Valo, na Estrutural, é investigado por organizar reocupações de áreas públicas protegidas, segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

De acordo com o delegado Rafael Póvoas, o investigado já havia sido autuado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por parcelamento irregular em área protegida.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

O local também foi alvo de ações de desocupação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Segundo a polícia, o investigado teria liderado iniciativas para reocupar a área, instalar ligações clandestinas de energia e promover ataques a viaturas.

As investigações apontam que o grupo teria suprimido vegetação, demarcado lotes e vias e instalado estruturas em terras públicas situadas em área protegida. Os policiais também identificaram indícios de que os envolvidos planejavam ocupar outra área ambientalmente protegida.

Ainda segundo a PCDF, o investigado organizava convocações para ocupações e construção de barracos. A estratégia incluiria a queima de pneus e a instalação de barricadas para dificultar a atuação do poder público.

A prisão do pastor ocorreu durante a operação Possessor Injustus, deflagrada pela Coordenação Especial de Proteção ao Meio Ambiente (Cepema), da Delegacia de Meio Ambiente (Dema). Além do mandado de prisão preventiva, os policiais cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços ligados a outros suspeitos.

A polícia afirma que a área da Cabeceira do Valo não é passível de regularização fundiária. O Governo do Distrito Federal estuda destinar o terreno à implantação de um parque ou equipamento público.

A investigação busca reunir provas sobre o parcelamento irregular do solo e esclarecer a participação dos demais suspeitos.

  • Google Discover Icon
postado em 28/10/2026 10:46 / atualizado em 28/10/2026 11:00
x