TENTATIVA DE FEMINICÍDIO

Mulher é condenada a 18 anos de cadeia por tentar matar companheira

A acusada atacou a companheira após não se conformar com o término da relação. A vítima segue com sequelas da agressão

O Tribunal de Júri de Ceilândia condenou, na terça-feira (29/9), Érika Araújo Silva, a cumprir uma pena de 18 anos e quatro meses de reclusão, mais cinco meses e 22 dias de detenção. A ré é acusada pelos crimes de tentativa de feminicídio qualificado e ameaça em contexto de violência doméstica contra a sua própria companheira. O cumprimento da pena será iniciado em regime fechado. 

Segundo a denúncia, a agressora e a vítima mantinham um relacionamento afetivo e estavam em processo de separação. No dia 4 de maio de 2025, Érika ameaçou a companheira durante uma discussão sobre a ruptura, afirmando que “se ela não ficasse com a denunciada, não ficaria com mais ninguém". Após isso, a agressora atacou a vítima que ficou com graves lesões corporais e logo, foi encaminhada ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). 

Durante a sessão, os jurados compreenderam o caso como uma tentativa de feminicídio, haja vista que o crime foi praticado por razões da condição do sexo feminino e com o emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que o ataque ocorreu de forma inesperada no meio da briga.

Além disso, o juiz presidente do júri também destacou outro elemento do caso que torna a conduta de Érika mais grave. A ré já possuía um histórico de comportamento social agressivo, apontado por outras testemunhas. 

Outros dois contextos agravantes para a pena da acusada foram as sequelas que o crime deixou na vítima, que até a data do julgamento ainda sofria com uma fratura na bacia e permanecia em tratamento ortodôntico, além da presença de uma criança no momento da violência.

 


 

Mais Lidas