
Más notícias para os entusiastas da vida em outros pontos do Sistema Solar. Um estudo publicado nesta terça-feira (6/1) aponta para pouca ou nenhuma possibilidade de vida nos oceanos de Europa, uma das mais de 100 luas do gigante Júpiter.
O satélite natural era um dos pontos de foco dos astrônomos pela possibilidade de abrigar vida no fundo do mar, que cobre toda a superfície do corpo celeste. No entanto, a pesquisa liderada pelo professor do Departamento de Ciências da Terra, Ambientais e Planetárias, Universidade de Washington em St. Louis, Paul Byrne, mostra que a lua não apresenta atividades geológicas subaquáticas que possibilitem a atividade biológica.
“Se pudéssemos explorar esse oceano com um submarino controlado remotamente, prevemos que não veríamos nenhuma nova fratura, vulcão ativo ou pluma de água quente no fundo do mar”, explica Byrne. “Geologicamente, não há muita atividade por lá. Tudo estaria calmo”. Sem as atividades vulcânicas, Europa apresenta um oceano gelado não propício para a manutenção de vida.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas consideraram o tamanho da lua, composição do núcleo e a gravidade do planeta orbitado por ela, além de comparar as características com geologia da Terra. Apesar de apresentar um núcleo rochoso semelhante ao do nosso planeta, os cientistas apontam que o calor núcleo de Europa escapou há bilhões de anos.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
O satélite sofre alguma interferência de Júpiter, o que explica, segundo os cientistas, porque essa lua não tem uma superfície totalmente congelada. Mas a distância entre os corpos cósmicos e a órbita estável de Europa diminuem a probabilidade de que a gravidade planetária cause um aquecimento de maré substancial.
“Europa provavelmente sofre algum aquecimento de maré. É por isso que não está completamente congelada”, aponta. “E pode ter sofrido muito mais aquecimento em um passado distante. Mas não vemos nenhum vulcão em erupção no gelo hoje, como vemos em Io, e nossos cálculos sugerem que as marés não são fortes o suficiente para gerar qualquer tipo de atividade geológica significativa no fundo do mar.”
Apesar das notícias desanimadoras sobre a existência de vida, os astrônomos seguem entusiasmados para investigar o satélite e continuar a busca por vida extraterrestre. "Não ficarei chateado se não encontrarmos vida nesta lua em particular, tenho certeza de que existe vida em algum lugar lá fora, mesmo que esteja a 100 anos-luz de distância. É por isso que exploramos — para ver o que existe lá fora", destacou.
Europa deve ser investigada mais de perto em 2031, quando a sonda Europa Clipper deve sobrevoar a lua jupiteriana.

Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde
Ciência e Saúde