Juliano Floss e Jonas Sulzbach protagonizaram uma discussão durante a transmissão do BBB 26 desta segunda-feira (2/2), quando Jonas acusou o namorado de Marina Sena de ter mais progesterona — hormônio associado com a biologia feminina — do que testosterona. “Você não sabe falar. É tanta testosterona. Treinou tanto, mas não malhou o cérebro”, disse Juliano durante uma briga generalizada entre os confinados. “Coisa que você não tem. Você nunca vai ter testosterona. Você tem o que? Progesterona”, retrucou Jonas.
A fala de Jonas levantou uma questão importante, mas pouco disseminada, quando se trata do hormônio: a progesterona não é exclusiva do organismo feminino. Segundo Niklas Söderberg, médico clínico do Hospital Ipiranga, unidade pública gerenciada pelo Einstein Hospital Israelita, tal hormônio sexual atua na biologia masculina como regulador do equilíbrio hormonal e etapa intermediária na produção de outros hormônios.
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“Todos os seres humanos produzem progesterona, o que muda é a quantidade e a função dele no organismo”, esclarece. Nos homens, a progesterona é produzida principalmente pelas glândulas suprarrenais, responsáveis por diversos hormônios ligados ao metabolismo, à resposta ao estresse, atuando ainda na saúde da próstata e na formação de espermatozoides. Já nas mulheres, os ovários produzem o hormônio, que atua na regulação do ciclo menstrual e na gravidez.
“A principal função da progesterona no organismo masculino é servir como precursora de outros hormônios, funcionando mais ou menos como uma 'matéria-prima' para a produção de testosterona e de corticosteroides”, descreve Söderberg. “Há também evidências de que este hormônio participa do amadurecimento dos espermatozoides e da modulação de sinais das células envolvidas na fertilização. Ainda assim, seu papel na fertilidade masculina é complementar, não central.”
A progesterona ainda atua como um bloqueador do estrogênio nas mamas masculinas ao contribuir para a produção de espermatozoides. Assim, o hormônio evita que o estrogênio prolifere a mama e, consequentemente, cresça igual a feminina. A fala de Jonas de restringir a progesterona a um gênero específico é, então, um equívoco, já que o próprio hormônio sexual masculino depende dela para produzir espermatozoides.
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