
Já se passaram duas décadas desde que Plutão foi destituído do status de planeta. Recentemente, Jared Isaacman, chefe da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA), questionou a decisão tomada há vinte anos, dizendo que pretende reclassificar Plutão como um planeta.
Em entrevista ao portal de notícias Daily Mail, Isaacman disse que a ideia da reclassificação veio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “Eu apoio 100% o presidente Trump em tornar Plutão grande novamente.”, defendeu o chefe da NASA. O último chefe da instituição no governo Trump de 2019, Jim Brinde Stine, já havia declarado que apoiava a mudança.
O debate sobre como o corpo celeste deve ser classificado se estende por anos. Parte da comunidade científica defende a classificação como planeta e a outra parte é contrária a ideia. Para ser classificado como um planeta, um corpo celeste deve orbitar a própria estrela além de ser grande o suficiente para ser esférico.
Plutão tem cerca de 2.250 quilômetros de diâmetro, mas não tem força gravitacional para limpar a órbita de detritos, por isso foi classificado como planeta anão em 2006. O corpo celeste está localizado além de uma área do sistema solar chamada de Cinturão de Kuiper, periferia do sistema solar.
No entanto, mesmo que a maior agência espacial do mundo pense assim, isso ainda não é o suficiente para a reclassificação. Importantes cientistas como Alan Stern, principal pesquisador do planeta anão pela própria NASA, é contra a mudança. Até hoje, o único objeto feito por humanos a explorar Plutão foi a sonda da NASA, New Horizons, que no ano de 2025 sobrevoou o planeta.
*Estagiário sob supervisão de Luiz Felipe
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