ARTEMIS II

Conheça a tecnologia brasileira usada por astronautas da Artemis II

Estudantes da USP desenvolveram um actígrafo para monitorar o sono dos astronautas na Missão Artemis II, durante a órbita lunar

Tripulação do Artemis II à altura da ocasião; especialista de missão Christina Koch, o especialista de missão Jeremy Hansen, o comandante Reid Wiseman e o piloto Victor Glover  -  (crédito: NASA/Divulgação )
Tripulação do Artemis II à altura da ocasião; especialista de missão Christina Koch, o especialista de missão Jeremy Hansen, o comandante Reid Wiseman e o piloto Victor Glover - (crédito: NASA/Divulgação )

Os astronuatas que participaram da Missão Artemis II utilizaram um dispositivo brasileiro desenvolvido por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), para o monitoramento do sono durante a viagem espacial de 10 dias em órbita da Lua. 

O equipamento, chamado actígrafo, foi criado na unidade de extensão da universidade paulista, a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) com o financiamento do Programa PIPE da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e a coordenação do professor Mario Pedrazzoli, especialista em cronobiologia e estudos do sono.

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O aparelho é utilizado no pulso e suas funções possuem acompanhamento detalhado de variáveis como movimento corporal, intensidade luminosa e até a composição espectral da luz ambiente, incluindo a luz azul — fator determinante na regulação do ciclo sono-vigília.

A falta de um ciclo natural claro e escuro no espaço é um dos principais desafios para o corpo humano. Sem essa referência, o sono dos astronautas pode ficar desregulado. 

Diferente de dispositivos comerciais voltados ao bem-estar, como o Apple Watch, o actígrafo tem foco científico. Ele é muito usado em estudos de cronobiologia, neurociência e saúde pública.

O dispositivo tem ganhado destaque por sua importância em ambientes extremos, como o espaço. Entender os ritmos do corpo é essencial para garantir a saúde, o desempenho e a segurança dos astronautas, especialmente com o avanço das missões espaciais.

Em publicação, a EACH/USP afirmou que o uso do dispositivo em missões espaciais é uma conquista importante. A universidade destacou que isso mostra o alcance da pesquisa brasileira e reforça o papel das universidades públicas na produção de ciência.

Além do uso no espaço, os dados do actígrafo também ajudam em estudos sobre distúrbios do sono e podem orientar políticas públicas, com impacto direto na qualidade de vida da população.

*Estagiária sob supervisão de Aline Gouveia

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postado em 16/04/2026 13:45
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