Os quatro astronautas da missão Artemis II continuam com suas observações da superfície da Lua, incluindo sua face oculta.
Por cerca de 40 minutos nesta segunda-feira (7/4), os tripulantes da nave Orion -- Christina Koch, Victor Glover, Reid Wiseman e Jeremy Hansen -- ficaram sem qualquer tipo de contato com a Terra ao passarem por trás do satélite natural. Nesse momento, puderam ver tanto o ocaso como o nascer da Terra.
"Sempre vamos escolher a Terra. Sempre vamos escolher uns aos outros", disse a astronauta Christina Koch, em suas primeiras declarações após o corte de sinal previsto durante a passagem da nave espacial por trás da Lua.
Nas próximas horas, eles poderão ver um eclipse solar, enquanto iniciam o retorno à Terra, um percurso que levará cerca de quatro dias.
Mais cedo, a equipe da Artemis II bateu o recorde de 400.171 km estabelecido pela missão Apollo 13 na década de 1970. A missão superou hoje em mais de 6.600 km a marca anterior, alcançando 406.778 km de distância.
"Hoje, em nome de toda a humanidade, vocês estão indo além dessa fronteira", destacou Jenni Gibbons, do controle da missão em Houston, sobre um dos feitos de maior destaque da viagem até agora.
O astronauta Jeremy Hansen disse que o momento foi pensado "para desafiar esta geração e a seguinte, para que tenhamos certeza de que este recorde não dure muito tempo".
Durante o sobrevoo, os tripulantes têm uma perspectiva única da Lua em comparação com as missões Apollo. Eles observam a superfície completa e circular do satélite natural, incluindo as regiões próximas dos dois polos.
Victor Glover descreveu o "terminador", a fronteira da Lua entre a noite e o dia. "Quem me dera ter um pouco mais de tempo para sentar aqui e descrever o que vejo", comentou, antes de fazer um relato para os cientistas que o ouviam da Terra.
Os astronautas estudaram geologia para poder fotografar e descrever os traços lunares, entre eles antigos fluxos de lava e crateras.
Retorno à Terra
O período de observação durante o sobrevoo lunar vai continuar até por volta da 1h20 GMT (22h20 em Brasília).
Na etapa final do sobrevoo, os astronautas também vão testemunhar um eclipse solar, quando o Sol estiver atrás da Lua.
A tripulação teve outro momento de emoção hoje, quando propôs batizar duas crateras, uma delas em homenagem ao seu apelido para a nave espacial, Integrity. A segunda seria chamada de Carroll, em homenagem à mulher falecida do comandante da missão.
A Nasa informou que vai apresentar formalmente os nomes propostos à União Astronômica Internacional, órgão responsável por nomear os corpos celestes e seus acidentes geográficos.
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