Um gigantesco predador marinho que viveu há cerca de 80 milhões de anos acaba de ganhar reconhecimento oficial da ciência. Pesquisadores do Museu Americano de História Natural, do Museu Perot de Natureza e Ciência e da Southern Methodist University, identificaram uma nova espécie de mosassauro, répteis marinhos que dominaram os oceanos durante a era dos dinossauros.
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Batizado de Tylosaurus rex, ou simplesmente “T. rex”, o animal media entre 7,6 e 13 metros de comprimento, tamanho similar ao de um ônibus escolar. O nome significa “rei dos tylosaurus” fazendo uma referência ao famoso dinossauro Tyrannosaurus rex, considerado um dos maiores predadores terrestres da pré-história.
A descoberta foi detalhada em um estudo publicado no Boletim do Museu Americano de História Natural. Segundo a autora principal da pesquisa, a paleontóloga Amélia Zietlow, os fósseis analisados indicam que o animal era ainda mais agressivo do que outros mosassauros já conhecidos
A investigação começou quando Zietlow encontrou, na coleção do museu, um fóssil inicialmente classificado como pertencente à espécie Tylosaurus proriger. Ao comparar o material com o espécime original descrito há mais de 150 anos, os cientistas perceberam diferenças importantes.
Os fósseis do novo grupo apresentavam maior porte físico, dentes serrilhados e eram mais recentes. Enquanto os exemplares de T. proriger são encontrados principalmente no Kansas e têm cerca de 84 milhões de anos, os fósseis do novo predador vieram em maioria do Texas e datam de aproximadamente 80 milhões de anos.
Um dos fósseis mais impressionantes da nova espécie ficou conhecido como “Cavaleiro Negro”. O exemplar apresenta o focinho parcialmente destruído e fraturas na mandíbula inferior. Para os cientistas, os ferimentos provavelmente foram causados por outro indivíduo da mesma espécie.
O coautor do estudo, Ron Tykoski, afirmou que os sinais de violência observados nos fósseis não têm precedentes entre outros tylosaurus já estudados. “Além de enorme, o T. rex parecia ser muito mais brutal do que outros mosassauros”, destacou o pesquisador.
Além da identificação da nova espécie, o estudo reacende discussões sobre a evolução dos mosassauros. Os cientistas afirmam que os modelos usados para estudar as relações evolutivas desses répteis permaneceram praticamente inalterados por quase 30 anos.
Com isso, a equipe desenvolveu um novo conjunto de dados para reorganizar a árvore evolutiva dos tilossauros, sugerindo que muitas classificações anteriores podem precisar de revisão. Para os autores, o Texas desponta agora como uma das regiões mais importantes do mundo para a compreensão dos ecossistemas marinhos do período Cretáceo e da evolução desses grandes predadores oceânicos.
*Estagiário sob supervisão de Aline Gouveia
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