Planetas

Três planetas se alinham com a Lua no céu nesta quinta; saiba como observar

Mercúrio, Júpiter, Vênus e a Lua aparecem enfileirados a olho nu. O fenômeno se repete nesta quinta (18/6) e pode ser visto em todo o Brasil

Quem levantou os olhos para o céu na noite de quarta-feira (17/6) flagrou um espetáculo raro: Mercúrio, Jupiter, Venus e a Lua estavam enfileirados bem próximos no céu. Mas quem perdeu, terá uma nova oportunidade nesta quinta-feira (18/6). O fenômeno se repete após o pôr do sol em todo o país e pode ser visto a olho nu.

O fenômeno chamou atenção especialmente pela proximidade entre a Lua e Vênus, o planeta mais brilhante do grupo. Esse tipo de encontro, onde três planetas aliados com a lua bem próxima de um deles, é mais raro do que o alinhamento dos planetas sozinhos, que ocorre a cada 12 ou 15 meses. 

A astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, explica que isso acontece porque todos os planetas visíveis a olho nu, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno, orbitam o sol em planos muito próximos ao da Terra. O mesmo vale para a lua. 

Como são quase paralelos, vistos da Terra, Sol, Lua e planetas percorrem praticamente o mesmo caminho no céu, chamado de eclíptica, a faixa onde estão as constelações do Zodíaco. Daí surge o efeito de "corredor" entre eles.

Como a velocidade de cada astro ao percorrer esse trajeto é diferente, a noção de que estão “enfileirados” é apenas como enxergamos. Os planetas andam mais devagar, cada um no seu próprio ritmo, o que faz com que essas configurações de proximidade apareçam e se desfaçam ao longo dos dias. A raridade se põe quando eles, nessas velocidades distintas, se alinham no céu.

Nesta quinta (18/6), logo após o pôr do sol, os quatro astros voltam a aparecer no horizonte oeste. A ordem, de baixo para cima a partir do horizonte, será: Mercúrio, Júpiter, Vênus e, mais acima, a Lua crescente. Tudo sendo possível de ver a olho nu. 

A condição essencial é ter o horizonte desobstruído. Mercúrio e Júpiter aparecem bem próximo ao horizonte e desaparecem rapidamente, então quem tiver árvores, prédios ou morros no caminho pode não conseguir vê-los. Vênus, mais alto e muito brilhante, é o mais fácil de localizar e serve como referência para encontrar os outros.

O trio de planetas ainda estará visível até o final de junho e início de julho, mas Mercúrio e Júpiter vão descendo cada dia mais em direção ao horizonte, até sumirem para quem não tem visão livre. Vênus é o mais presente, e poderá ser visto até novembro, após o pôr do sol. 

Josina conta que o fenômeno não causa efeito algum na Terra, além de fazer as pessoas contemplarem o céu e a natureza. “Esses fenômenos são únicos e empolgantes, é sempre  fascinante se estiverem dispostos a tirar ao menos um tempinho para olhar os astros”, diz a astrônoma. 

No próximo sábado (20/6), o Observatório Nacional fará uma live no YouTube do projeto “O Céu na sua Casa”, mostrando as imagens que foram capturadas do fenômeno, as oficiais e as enviadas por seguidores do ON.

 

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