ASTRONOMIA

Astrônomo identifica possível planeta anão no Sistema Solar

O possível novo planeta anão foi batizado provisoriamente de 2026 ED138 e pode medir entre 600 e 1500 quilômetros de diâmetro

A inclinação de aproximadamente 25 graus, sugere que a órbita possa ter sido deslocada por interações gravitacionais com Netuno. -  (crédito: Reprodução / Vera C. Rubin Observatory)
A inclinação de aproximadamente 25 graus, sugere que a órbita possa ter sido deslocada por interações gravitacionais com Netuno. - (crédito: Reprodução / Vera C. Rubin Observatory)

Ao observar o plano iluminado por estrelas da Via Láctea, Matthew Holman, integrante da equipe de operações do Observatório Vera C. Rubin e pesquisador do Centro de Astrofísica de Harvard & Smithsonian, encontrou um possível planeta anão. A órbita batizada provisoriamente de 2026 ED138, pode medir 600 e 1500 quilômetros de diâmetro.

A descoberta realizada no Observatório Vera, no norte do Chile, foi anunciada pelo Centro de Planetas Menores (MPC, sigla em inglês), da União Astronômica Internacional, nesta quarta-feira (28/10). Apesar dos indícios, ainda são necessárias observações para determinar o tamanho exato do astro e confirmar se ele pode ser classificado como um planeta anão.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Para isso é necessário que ele tenha massa para criar uma gravidade própria e suficiente para torná-lo aproximadamente esférico. Assim, o 2026 ED138 pode entrar no grupo seleto de cinco planetas anões já descobertos no nosso Sistema Solar: Plutão, Ceres, Éris, Haumea e Makemake.

Objeto identificado

Não foi fácil encontrar o planeta. Atualmente, ele está localizado depois de Netuno, o mais distante do nosso Sistema Solar. Ele é classificado como um objeto transnetuniano (localizado depois de Netuno) clássico quente e a inclinação de aproximadamente 25 graus, sugere que a órbita possa ter sido deslocada por interações gravitacionais com o planeta azul.

Holman conta que o astro provavelmente ainda não havia sido identificado antes porque ficava perdido no meio de inúmeras fontes de luz ao fundo. Com dados coletados pelo observatório, junto com um código, desenvolvido com o colega Kevin Napier, para identificar objetos em movimento a partir de bilhões de registros, o astrofísico norte-americano identificou algo diferente e iniciou a investigação para apurar a descoberta.

Entretanto, o ED138 não é o único planeta a ser analisado pelo Centro de Planetas Menores. Até abril deste ano, a equipe do Sistema Solar de Rubin enviou mais de 11 mil asteróides para serem analisados. Entre eles, 380 transnetunianos.

Estagiário sob supervisão de Aline Gouveia

  • Google Discover Icon
postado em 28/10/2026 16:04
x