
O medo de dentista é mais comum e mais sério do que muitos imaginam. Conhecido como ansiedade odontológica, esse pânico vai além de simples desconforto e pode impedir pessoas de iniciarem ou concluírem tratamentos essenciais. Inclusive, alguns famosos já admitiram sofrer com esse problema.
Marina Ruy Barbosa, por exemplo, compartilhou no Instagram uma imagem mostrando as pernas inquietas enquanto aguardava atendimento para retirar um siso.
“Tensa antes desse negócio de tirar o siso”, escreveu a atriz nos Stories do Instagram.
Joaquim Lopes também já tratou o assunto com bom humor em suas redes sociais. Já Carlos Alberto de Nóbrega revelou que o fato de seu filho ser dentista ajudou a amenizar o trauma.
“Tenho pavor de ir ao dentista. Foi trauma na infãncia, adolescência e vida adulta. Só não é na velhice porque há 18 anos meu dentista é meu filho Maurício”.
Segundo o dentista Anderson Bernal, a ansiedade odontológica é um sofrimento real e profundo.
“Não se trata de frescura, mas de um conjunto de gatilhos emocionais e sensoriais que causam tensão, insônia, crises de pânico e até paralisia funcional”, explica.
Entre as causas mais recorrentes apontadas pelo especialista estão experiências traumáticas anteriores, medo da dor, sensação de vulnerabilidade durante o atendimento, vergonha do estado dos dentes e falta de informações claras sobre os procedimentos.
“Agora, imagine tudo isso somado à cultura do ‘vai assim mesmo’ ou ‘dente só quando dói’. Resultado? Adultos que passaram a vida evitando o consultório e que só aparecem quando a situação se torna insustentável”, destaca Anderson.
No Instituto Bernal, a proposta vai além dos tratamentos odontológicos tradicionais.
O foco, segundo o profissional, é cuidar das pessoas de forma integral. Para isso, ele enumera algumas práticas adotadas pela equipe:
A escuta vem antes de qualquer procedimento, com atenção ao histórico, traumas e limites do paciente. O ambiente também foge do padrão clínico, com música, conversa leve e explicações detalhadas de cada etapa, reduzindo a insegurança.
A tecnologia é usada como aliada, com scanner 3D, planejamento digital e técnicas minimamente invasivas. Além disso, a equipe é treinada para lidar com pacientes que apresentam medo real, sempre sem julgamento ou pressa. Por fim, todo o processo é previsível, do início ao fim, sem surpresas.
Um dos casos relatados é o de Albert, que passou mais de 40 anos tentando tratar os dentes, acumulando frustrações e diagnósticos cada vez mais complexos.
Ele chegou a quase sofrer uma paralisia facial após um procedimento inadequado. A decisão de tentar novamente veio após assistir a uma reportagem sobre reconstrução facial realizada no Instituto Bernal.
“O Anderson não me levou direto pra cadeira. Me levou pra conversa. Ligou um rock, perguntou da minha história, e disse: ‘O peso que você tá carregando, joga pra mim (fez sinal apontando para os ombros). Mas você vai ter que confiar e seguir o que eu disser.’”
O resultado, segundo o paciente, foi transformador. “Faz cinco anos que eu voltei a sorrir. Cinco anos que eu como, durmo e vivo com leveza. E se eu posso dar um testemunho hoje, é o seguinte: esse cara mudou minha vida. E isso não é uma recomendação, é um fato.”
Para Anderson Bernal, superar o medo de dentista não é uma questão de coragem individual, mas de encontrar o ambiente adequado.
“Porque aqui, quem manda no medo… é a confiança. Superar o medo de dentista não é sobre ‘criar coragem’. É sobre encontrar o ambiente certo. Um ambiente onde a ciência, a tecnologia e a empatia trabalham juntas, com um único foco: devolver a você o que o medo tirou. E a gente faz isso todos os dias”, conclui.

Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
Mariana Morais
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