A atriz Isabella Santoni estreou no último sábado, dia 10, a peça “Baixa Sociedade”, em cartaz no Teatro Renaissance, em São Paulo. A montagem reafirma um momento de expansão consistente em sua carreira, marcado pela escolha de projetos que dialogam diretamente com questões sociais e morais do Brasil contemporâneo, mantendo a atriz em evidência tanto no circuito popular quanto no mais crítico.
Depois de ganhar projeção nacional na televisão ainda muito jovem, Santoni passou a diversificar seus caminhos. Também no teatro, no último ano, viveu Catarina na montagem de “O Cravo e a Rosa”, papel emblemático que exigiu uma nova leitura cênica e consolidou sua relação com o palco. A experiência reforçou sua disposição para transitar entre universos distintos, sem hierarquizar linguagens ou públicos.
Em “Baixa Sociedade”, esse percurso ganha ainda mais densidade. Com direção de Pedro Neschling, a comédia acompanha a história de um operário desempregado que, diante de um colapso financeiro, passa a projetar no casamento do filho uma possível saída para seus próprios fracassos. O conflito se estabelece quando o jovem decide se casar por amor, contrariando os interesses do pai, que via na união com a ex-namorada rica, interpretada por Santoni, uma chance de ascensão e estabilidade.
A partir dessa situação doméstica, a peça de Juca de Oliveira constrói uma crítica ácida às ideias de meritocracia, sucesso e aparências, expondo preconceitos de classe e frustrações econômicas que atravessam as relações familiares. Com dramaturgia direta, personagens sem idealização e situações de desconforto moral, o espetáculo aposta no humor como ferramenta de tensão e reflexão, questionando quem, afinal, ocupa o lugar da chamada “baixa sociedade” em um contexto marcado por privilégios e desigualdades estruturais.
Em paralelo ao trabalho nos palcos, Isabella também amplia sua atuação criativa atrás das câmeras. Ela assinou recentemente a direção do curta-metragem “Concertamos Tudo”, grafado intencionalmente com “c” para questionar a ideia de perfeição e o impulso de “consertar” pessoas e relações. Dirigido em parceria com Victor Torres e Pedro Belchior, o filme reforça o momento autoral da atriz, que segue interessada em provocar, tensionar e repensar valores naturalizados na vida social.
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