
O produtor Dennis DJ se manifestou publicamente nesta segunda-feira (16) após ser citado em acusações feitas por Tati Quebra Barraco sobre direitos autorais.
A funkeira afirmou que não recebe valores referentes a músicas de sua autoria que continuam gerando lucro para terceiros.
Entre os casos mencionados está a faixa "Barraco 2", que, segundo a cantora, foi composta por ela, mas segue rendendo financeiramente a outros profissionais.
"A música 'Barraco 2' é da minha autoria, sendo que eu não recebo até hoje. São dois DJs que recebem esse dinheiro. Um é o Dennis DJ. Beleza, já passou. Não recebo, vou correr atrás dos meus direitos", declarou.
Em resposta, a equipe do DJ informou que 75% dos valores arrecadados com a obra antes da regularização dos créditos foram repassados ao artista, somando R$ 1.203,75.
Ainda de acordo com a assessoria, houve um pedido formal à UBC (União Brasileira de Compositores) para que todo o montante seja direcionado diretamente à conta de Tati.
O posicionamento também trouxe um relato sobre o início da trajetória do produtor no funk.
“Essa questão de direitos autorais é uma questão muito séria. Quando eu entrei na música, eu tinha 16 anos de idade. Infelizmente, a Furacão 2000 não explicava nada para gente, eu entrei sem saber o que era direito autoral", disse a equipe.
Por fim, Dennis pediu desculpas pelo ocorrido e procurou a Link Records, empresa ligada a DJ Marlboro, para buscar uma solução.
Segundo dados disponíveis no site da UBC, a canção está registrada em nome de Tati Quebra Barraco desde 2020.
As declarações da artista foram feitas em um desabafo publicado nas redes sociais no último sábado (14), em um vídeo gravado no dia anterior. Na ocasião, ela expôs uma série de impasses envolvendo contratos, direitos autorais e questões comerciais ao longo da carreira, citando nomes influentes do funk nacional.
Tati relembrou o início na Furacão 2000, afirmando que já se sentia prejudicada aos 17 anos, quando integrava o grupo.
A cantora também mencionou não receber pelos direitos de "Barraco II", reforçando que a música continua gerando receita para outros DJs, incluindo Dennis.
Em outro momento, ela citou a fase em que trabalhou com a equipe Pipos, quando compôs "Bota na Boca, Bota na Cara".
Segundo a artista, mesmo sendo a autora da faixa, cerca de oito DJs aparecem vinculados aos direitos da obra.
No mesmo desabafo, a funkeira afirmou enfrentar críticas recorrentes ao longo dos anos e exibiu um trecho de um podcast em que um homem a chama de ingrata por não reconhecer a contribuição de outros profissionais em seu sucesso.
Em resposta, Tati reforçou sua identidade artística. "Sempre me considerei MC", afirmou, acrescentando que sempre buscou tratar sua equipe de forma igualitária em viagens e apresentações.

Mariana Morais
Mariana Morais
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