Virginia Fonseca já falou publicamente em diferentes ocasiões sobre os problemas de saúde relacionados às crises frequentes de dor de cabeça e enxaqueca crônica.
A influenciadora revelou que foi diagnosticada e convive com os sintomas há anos, e já admitiu que evitava comentar constantemente sobre o assunto para não transformar as redes sociais em um espaço de reclamações.
Entre as mudanças que precisou adotar na rotina, Virginia contou que deixou de consumir chocolate preto após perceber que o alimento funcionava como gatilho para o agravamento das crises.
Mas o que caracteriza a chamada enxaqueca crônica?
A condição é considerada uma doença neurológica marcada por dores de cabeça intensas, recorrentes e incapacitantes em boa parte dos casos.
O diagnóstico costuma ocorrer quando o paciente apresenta episódios em pelo menos 15 dias do mês durante um período superior a três meses.
Sintomas
Em parte dessas crises, a dor possui características típicas da enxaqueca.
Os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem dores pulsantes, frequentemente concentradas em um dos lados da cabeça, embora também possam atingir ambos.
A intensidade costuma ser moderada ou forte e tende a piorar com atividades físicas.
Além da dor, muitos pacientes relatam náuseas, vômitos e sensibilidade excessiva à luz, sons e cheiros fortes.
Em alguns casos, também podem surgir tontura, dificuldade de concentração, irritabilidade, fadiga intensa e alterações visuais ou sensoriais temporárias conhecidas como aura.
Esses episódios podem provocar flashes de luz, pontos brilhantes na visão, formigamentos e até dificuldade momentânea para falar.
Gatilhos e possíveis causas
Especialistas apontam que diferentes fatores podem desencadear as crises. Estresse emocional, ansiedade, noites mal dormidas, excesso de sono, jejum prolongado e desidratação aparecem entre os gatilhos mais frequentes.
Alterações hormonais, consumo exagerado de cafeína e bebidas alcoólicas, além da exposição a luzes intensas, cheiros fortes, barulho excessivo e mudanças climáticas, também podem contribuir para o surgimento da dor.
É bom evitar
A alimentação é outro ponto importante. Algumas pessoas apresentam maior sensibilidade a determinados produtos, como chocolates, embutidos, queijos envelhecidos e alimentos ultraprocessados.
O uso excessivo de analgésicos ainda pode agravar o quadro e favorecer a evolução da enxaqueca episódica para a forma crônica.
Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que cerca de 1 bilhão de pessoas convivem com enxaqueca no mundo. Desse total, aproximadamente 20 milhões enfrentam a versão crônica da doença.
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