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Como Deolane Bezerra foi parar na lista da Interpol antes da prisão? Entenda

Advogada foi presa na manhã desta quinta-feira (21); saiba tudo

Deolane Bezerra voltou ao centro de uma investigação policial após ser presa na manhã desta quinta-feira (21), durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A influenciadora havia retornado ao Brasil apenas um dia antes da ação policial, depois de passar um período em viagem de luxo por Roma, na Itália.

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, o nome dela chegou a integrar a lista de Difusão Vermelha da Interpol justamente por estar fora do país durante as investigações.

Como a Interpol age?

O mecanismo da Interpol funciona como um alerta internacional para localização de investigados e permite prisões provisórias em determinadas situações, embora não represente um mandado de prisão internacional definitivo.

O objetivo é facilitar a cooperação entre países para que suspeitos possam responder a processos criminais ou cumprir penas judiciais.

Investigações

Segundo as investigações, Deolane é suspeita de participar de movimentações financeiras relacionadas a Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder máximo do PCC.

A apuração indica que contas vinculadas à influenciadora teriam sido utilizadas em operações envolvendo uma transportadora de cargas investigada por lavar dinheiro para integrantes da facção e familiares de Marcola.

As autoridades também afirmam que a empresária teria usado a própria notoriedade e o elevado padrão financeiro para dar aparência legal às transações milionárias.

Um dos pontos levantados pela polícia envolve o recebimento de aproximadamente R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, método conhecido por dificultar o rastreamento bancário em esquemas de lavagem de dinheiro.

Além disso, quase 50 depósitos destinados a duas empresas ligadas a Deolane somariam cerca de R$ 716 mil, conforme apontam os investigadores.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em bens e valores atribuídos à influenciadora, quantia que, segundo o inquérito, não teve origem comprovada e apresenta indícios de movimentação ilícita.

Outro elemento citado na investigação envolve arquivos encontrados no celular de Ciro Cesar Lemos, apontado pela polícia como um dos principais articuladores do esquema.

As imagens, segundo os investigadores, mostrariam depósitos direcionados às contas de Deolane e de Everton de Souza, identificado como operador financeiro da facção criminosa.

Esta é a segunda vez que Deolane Bezerra é presa. Em setembro de 2024, ela já havia sido alvo de outra operação policial relacionada à exploração de jogos ilegais e suspeitas de lavagem de dinheiro.

 

 

 

 

 

 
 
 
 

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