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Regalias de Deolane na prisão vem à tona; saiba os direitos da advogada

Influenciadora foi presa nesta quinta-feira (21); ela é investigada por um suposto esquema de lavagem de dinheiro associado ao PCC

A nova prisão de Deolane Bezerra provocou grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o interesse do público sobre as condições legais às quais ela tem direito enquanto permanecer detida.
Entre os temas mais discutidos está justamente o tratamento diferenciado garantido pela legislação a profissionais da advocacia.

De acordo com informações divulgadas pelo Portal LeoDias, Deolane, assim como qualquer pessoa privada de liberdade no Brasil, possui acesso garantido à assistência médica e psicológica.

O direito está previsto na Constituição e obriga o Estado a oferecer atendimento de saúde dentro da unidade prisional sempre que houver necessidade.

Caso apresente problemas físicos ou emocionais que não possam ser tratados na própria estrutura do presídio, a legislação também permite encaminhamento para hospitais externos.

Nessas situações, a transferência depende de autorização judicial e ocorre sob escolta policial.

Além disso, a influenciadora possui uma condição jurídica específica por manter registro ativo na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Segundo o Estatuto da Advocacia, advogados presos preventivamente não devem permanecer em celas comuns antes de condenação definitiva.

A legislação determina que esses profissionais sejam mantidos em chamadas “Salas de Estado-Maior”, espaços sem grades e com condições adequadas de higiene e segurança.

Quando esse tipo de instalação não existe na localidade da prisão, a defesa pode solicitar que a detenção seja convertida em prisão domiciliar.

Outro direito preservado é a comunicação reservada com os advogados responsáveis pela defesa. Isso garante que conversas sobre estratégias jurídicas ocorram de forma sigilosa, sem interferência externa.

 

 

 

Deolane, PCC e Marcola: o real motivo por trás da prisão da famosa

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante uma operação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo e pela Polícia Civil que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.

Segundo o g1, a ação também teve como alvo Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), apontado como principal líder da facção e que já está detido. Além dele, parentes e pessoas consideradas próximas ao grupo criminoso passaram a ser investigados pelas autoridades.

Entre os presos estão Everton de Souza, identificado pela investigação como operador financeiro da organização, e Paloma Sanches Herbas Camacho, localizada em Madri, na Espanha.

A defesa de Deolane informou, por meio do advogado Luiz Imparato, que ainda estava tomando conhecimento do conteúdo da operação.

Segundo os investigadores, a apuração gira em torno de uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior paulista, que seria utilizada pela cúpula do PCC para movimentar recursos ilícitos.

O nome de Deolane apareceu no inquérito após cruzamentos de provas apreendidas em investigações anteriores com relatórios de movimentações bancárias ligadas à influenciadora.

De acordo com a polícia, ela teria sido identificada como destinatária de valores provenientes da facção criminosa.

Parte das transações, segundo a investigação, teria ocorrido por meio de depósitos em espécie realizados de forma fracionada, prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento financeiro.

As autoridades afirmam que, entre 2018 e 2021, mais de R$ 1 milhão foi depositado na conta pessoal da influenciadora em operações inferiores a R$ 10 mil.

A suspeita é de que Everton de Souza intermediava as movimentações e indicava a conta de Deolane para os chamados “fechamentos” mensais.

Nas últimas semanas, Deolane esteve em viagem por Roma, na Itália. O nome dela chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol, mas ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20), um dia antes da operação ser deflagrada.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis ligados à influenciadora em Barueri, na Grande São Paulo.

O influenciador Giliard Vidal dos Santos, apontado como filho de criação de Deolane, além de um contador, também foram alvos das diligências.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões vinculados à advogada.

Segundo a investigação, o montante corresponde a valores cuja origem não teria sido comprovada e que apresentariam indícios de lavagem de dinheiro.

 

 

 

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