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Oligodendroglioma: o que é o câncer raro que afetou atriz de 'As Branquelas'

Busy Philipps revelou que não teve sinais da doença e que descobriu 'sem querer'

A descoberta do tumor cerebral de Busy Philipps ocorreu de maneira inesperada e antes que a atriz apresentasse sintomas neurológicos relevantes.

Aos 47 anos, a artista americana passou por uma ressonância magnética de corpo inteiro por decisão própria e acabou recebendo o diagnóstico de um oligodendroglioma de grau 2, um tipo raro de câncer primário do sistema nervoso central.

O caso foi revelado por Busy em entrevista à revista People, publicada nesta semana. O exame apontou uma lesão de 2,6 centímetros no cérebro, que posteriormente foi investigada e identificada como um oligodendroglioma. Ao longo do ano, a atriz precisou ser submetida a duas cirurgias.

A primeira operação foi realizada em 2 de março, quando os médicos retiraram o tumor. A recuperação, entretanto, foi marcada por uma complicação.

Semanas depois do procedimento, Busy apresentou uma infecção causada por Staphylococcus na região da incisão e precisou voltar ao centro cirúrgico para uma segunda intervenção.

Apesar do diagnóstico, a atriz não precisou fazer quimioterapia ou radioterapia após a remoção do tumor. O acompanhamento continua por meio de exames periódicos, utilizados para monitorar a região afetada e avaliar uma eventual recidiva.

Diagnóstico aconteceu sem sinais neurológicos evidentes

Busy contou à People que a decisão de realizar a ressonância de corpo inteiro partiu dela. Naquele momento, não havia sintomas importantes que indicassem a necessidade de investigar especificamente o cérebro.

A situação chama atenção justamente pelo caráter incidental da descoberta. O exame feito pela atriz encontrou a alteração, que depois passou por uma investigação médica até chegar ao diagnóstico de oligodendroglioma de grau 2. Segundo o relato, ela ainda não havia apresentado manifestações neurológicas evidentes, como convulsões.

A experiência, contudo, não significa que exames de imagem de corpo inteiro devam ser realizados indiscriminadamente por pessoas saudáveis em busca de possíveis tumores.

Exame de corpo inteiro não é rastreamento de rotina

O American College of Radiology não recomenda atualmente a realização de ressonância magnética de corpo inteiro como exame de rastreamento habitual para indivíduos sem sintomas ou fatores de risco específicos.

A entidade considera que ainda não há evidências suficientes para indicar esse tipo de investigação de maneira geral.

Existem, entretanto, grupos para os quais o acompanhamento pode ter indicação médica específica. Entre eles estão pessoas com determinadas síndromes genéticas, como a síndrome de Li-Fraumeni, associada a alterações no gene TP53 e a um risco elevado de desenvolver diferentes tipos de câncer desde a infância, incluindo gliomas.

Assim, o diagnóstico de Busy Philipps não deve ser interpretado como uma recomendação para que qualquer pessoa faça uma ressonância de corpo inteiro.

A necessidade de exames de rastreamento varia conforme o histórico do paciente, a existência de fatores de risco e a avaliação feita por profissionais de saúde.

Além do episódio recente, Busy é conhecida por trabalhos no cinema e na televisão. Entre seus créditos estão "As Branquelas" e "Freaks and Geeks", produções que ajudaram a consolidar sua carreira como atriz.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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