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Influencer trans revela que foi obrigada a ficar nua diante de policiais durante prisão no Egito

Malévola Alves usou as redes sociais para relatar os momentos de terror em uma prisão do Egito

Influencer trans revela que foi obrigada a ficar nua diante de policiais durante prisão no Egito -  (crédito: Reprodução/Instagram)
Influencer trans revela que foi obrigada a ficar nua diante de policiais durante prisão no Egito - (crédito: Reprodução/Instagram)

A influenciadora trans Malévola Alves, conhecida como Malévola, afirmou ter sido submetida a uma situação humilhante durante os dias em que permaneceu detida no Egito.

Em relato publicado nas redes sociais na quinta-feira (22), ela contou que foi obrigada a tirar a roupa diante de autoridades locais, que queriam verificar se ela havia passado por uma cirurgia de redesignação sexual.

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Segundo Mariana Alves Gadelha Pereira, nome completo da criadora de conteúdo, os agentes pediram desculpas depois de constatarem que ela havia realizado o procedimento. Apesar disso, a experiência deixou marcas emocionais.

“Eu tive que ficar pelada. Me levaram para uma sala, eu tive que ficar pelada para eles verem se eu era mulher mesmo. E eles viram que eu era mulher, pediram desculpa depois, mas eu me senti um lixo”, desabafou.

A brasileira também declarou que sua amiga Bruna Mercatelli, que estava com ela durante a detenção, enfrentou um momento de maior apreensão por ainda não ter realizado a mesma cirurgia.

Malévola afirmou que tentou se apresentar primeiro aos policiais para proteger a amiga de possíveis consequências.

“A minha amiga Bruna, ela não fez a cirurgia de redesignação sexual, então ela estava mais preocupada. Então tentei ir à frente, já por ter feito a cirurgia, para tentar mostrar: ‘Não, não somos’”, contou.

Influenciadora relata mudança de tratamento

Malévola afirmou que a postura dos agentes mudou depois que eles verificaram sua condição física.

“Depois que eles viram que eu tinha vagina, o tratamento mudou. Eles começaram a dar comida, eles começaram a dar água, começaram a ser mais educados”, declarou.

A influenciadora também relatou que passou horas em delegacias sem conseguir avisar familiares e amigos sobre o que estava acontecendo.

De acordo com sua versão, os celulares foram recolhidos e ela precisou dormir em uma cadeira dura enquanto permanecia sob custódia.

Em outras publicações, Malévola acusou policiais egípcios de abuso e afirmou que ela e Bruna foram detidas por serem mulheres trans.

Ela também revelou estar enfrentando crises de pânico e disse que pretende procurar atendimento médico ao retornar ao Brasil.

Prisão ocorreu após vídeos publicados durante viagem

A detenção das brasileiras aconteceu na terça-feira (20), em Alexandria, após a circulação de vídeos gravados durante a viagem.

As imagens motivaram uma investigação das autoridades egípcias, que acusaram as duas de realizar gestos de conotação sexual, divulgar conteúdo obsceno e assediar pessoas em espaços públicos.

O Ministério do Interior do Egito afirmou que as mulheres admitiram ter gravado e publicado os registros com o objetivo de aumentar as visualizações nas redes sociais. O caso foi encaminhado à Promotoria Pública.

As duas foram liberadas na quarta-feira (21), após o pagamento de fiança. A detenção, no entanto, continuou repercutindo depois que as influenciadoras divulgaram suas versões sobre as condições em que permaneceram presas.

Malévola rebate críticas sobre comportamento durante viagem

Além de denunciar o tratamento recebido das autoridades, a influenciadora se pronunciou sobre as críticas aos vídeos em que aparece interagindo com homens durante o passeio. Ela sustentou que os participantes concordaram em aparecer nas gravações e negou ter desrespeitado outras pessoas.

“Os homens que estavam participando eram homens que queriam aparecer”, afirmou.

Malévola também contestou comentários que, segundo ela, responsabilizam suas roupas por episódios de assédio.

“E a roupa não dá permissão de ninguém me assediar, a roupa não dá permissão de ninguém passar a mão em mim”, declarou.

A brasileira disse que ela e as amigas enfrentaram situações de assédio desde a chegada ao Cairo e alegou ter procurado a polícia após episódios envolvendo homens, sem que providências fossem tomadas, segundo seu relato.

Após a libertação, Malévola e Bruna seguiram viagem para retornar ao Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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MM
postado em 23/10/2026 09:09
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