A influenciadora Malévola Alves voltou a se manifestar nas redes sociais nesta quinta-feira (22), depois de ser libertada pelas autoridades egípcias.
Abalada com o que viveu durante a detenção, ela apareceu chorando em um vídeo e afirmou ter passado por situações humilhantes.
A brasileira e a amiga Bruna Mercatelli devem retornar ao Brasil ainda nesta quinta-feira, com previsão de chegada por volta das 22h.
A repercussão começou após a prisão das duas em Alexandria, no Egito, no dia 20 de outubro. As autoridades locais investigaram vídeos publicados na internet nos quais elas aparecem fazendo gestos considerados de cunho sexual.
A acusação divulgada pelo governo egípcio envolve exibição pornográfica e importunação de pessoas em espaços públicos.
Em uma gravação compartilhada no X, antigo Twitter, Malévola demonstrou dificuldade para conter o choro ao falar sobre a experiência.
A influenciadora afirmou que não conseguia parar de chorar desde que chegou ao Marrocos, onde estava após deixar a prisão.
"Eu fui muito humilhada, muito humilhada, muito humilhada, gente. Eu não paro de chorar desde a hora que eu cheguei aqui no Marrocos, eu ia gravar um vídeo contando tudo", desabafou.
Amiga de Malévola detalha situação
Bruna Mercatelli também relatou momentos de medo durante a detenção. Segundo ela, cerca de 20 policiais abordaram a van em que o grupo estava após um passeio, levando as brasileiras para uma delegacia. A amiga de Malévola descreveu condições precárias e disse que elas passaram horas sem receber comida ou água.
"Deixaram a gente num espaço com uma cadeira com três assentos de metal. A Mariana dormiu e eu fiquei acordada vendo a situação toda, vendo os policiais passarem, morrendo de medo de acontecer alguma coisa.
Eu não consegui fazer xixi no banheiro, não deram comida pra gente, não deram água. Foi uma situação vexatória tão grande, gente. Os policiais olhando, dando risadinha, assistindo os vídeos porque um deve ter passado pro outro, tirando foto da gente", disse.
A influenciadora contou ainda que as duas aguardaram por bastante tempo até serem conduzidas ao aeroporto.
Mesmo no local, elas precisaram esperar em uma sala separada até o horário do voo. Os celulares, segundo Bruna, continuavam retidos, e ela não tinha certeza se os aparelhos estavam realmente sob a guarda da Embaixada brasileira.
"Fiquei morrendo de medo a todo momento. Depois de muito tempo a gente chegou no aeroporto e até no aeroporto a gente teve que ficar numa salinha especial e esperar até dar o horário do voo.
Estamos sem os nossos celulares. Eles pegaram, disseram que está com a embaixada brasileira. Não sei se é verdade ou não. E foi muito chato tudo isso que aconteceu", finalizou.
A liberdade das brasileiras foi confirmada após o pagamento de fiança. A defesa de Malévola também tenta recuperar o celular da influenciadora, que permanece com as autoridades egípcias. O caso segue acompanhado pela representação diplomática brasileira no Cairo.
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