Festival de Brasília do Cinema Brasileiro

'O cinema está precisando de uma voz como esta', diz secretário sobre o Festival

Ao CB Poder, o secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, Bartolomeu Rodrigues, falou sobre o 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que será em dezembro

Paula Barbirato*
postado em 26/10/2020 15:51 / atualizado em 26/10/2020 15:52
Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa do DF -  (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa do DF - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

“É a primeira vez que o festival não se restringe ao território do Distrito Federal”, pontua Bartolomeu Rodrigues, secretário de Cultura e Economia Criativa do DF, em entrevista concedida ao CB.Poder - parceria do Correio com a TV Brasília, nesta segunda-feira (26/10). Além de falar sobre o modelo virtual do 53º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, o secretário comentou sobre o carnaval de 2021, o pagamento da Lei Aldir Blanc, o Teatro Nacional e as políticas de incentivo à cultura.

Depois de dificuldades e adiamentos, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro foi marcado para ocorrer entre 15 e 20 de dezembro e o edital para inscrições está aberto até 10 de novembro. Na mesma dinâmica com as mostras Competitiva e Brasília, o evento será realizado de maneira remota, com transmissão via tevê pelo Canal Brasil e também pelo streaming Brasil Play.

“O festival não pode ser interrompido, até porque o cinema nacional está precisando de um instrumento, de uma voz como esta”, afirma Bartolomeu Rodrigues, diante do momento de pandemia que prejudicou as produções cinematográficas. “O cinema nacional vem de uma crise muito grande, mas está mostrando que não se entrega fácil assim”, complementa.

Conhecido pela troca presencial entre participantes e público, Bartolomeu Rodrigues também comentou da intenção de realizar alguma cerimônia no espaço físico do Cine Brasília, local que sediou outras edições. “O Cine Brasília não pode ficar de fora. É um símbolo”, diz o secretário. Declarado Patrimônio Imaterial em 2007, a edição está sob coordenação e curadoria do cineasta Silvio Tendler, dos documentários Jango e Glauber, o filme – Labirinto do Brasil.

Cancelamento do carnaval

Outros assuntos relacionados com a cultura do Distrito Federal foram citados na entrevista. Entre eles, o secretário comentou sobre o cancelamento das festas de carnaval em 2021. “O Estado tem responsabilidade. Não vamos colocar recurso em um cenário que não sabemos como estará no período do carnaval”, reflete Bartolomeu Rodrigues, a fim de seguir os protocolos de segurança.

Mesmo com a vacina, o secretário coloca que a sociedade compreende que não é uma medida tomada para cercear a festividade cultural, mas sim para garantir segurança e por não existirem previsões concretas sobre a pandemia. “Nós gostaríamos de anunciar a festa, mas temos que ter responsabilidade”, acrescenta.

Incentivo à cultura

A Lei Aldir Blanc (Lei 4.017/2020) está nos outros temas comentados ao decorrer da entrevista. Em frente ao prejuízo causado pela covid-19 no setor cultural, Bartolomeu Rodrigues confirmou o primeiro pagamento da linha 1 a partir de quarta-feira (28/10). No Distrito Federal, em vez de três parcelas, serão cinco que podem totalizar entre R$ 3.000 a R$ 6.000, que são para as pessoas, mulheres, sobretudo, mantenedoras do lar.

A respeito do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o secretário afirma que a partir do momento que colocarem o superávit a disposição do orçamento da Secretaria de Cultura, os recursos serão utilizados. “Nós trabalhamos com aquilo que está disponível”, garante Bartolomeu Rodrigues e dá o exemplo do último edital FAC Visual Periférico, com mais de R$ 9 milhões disponibilizados. Um dos objetivos da secretaria, segundo ele, é criar medidas que diversifiquem e democratizem o acesso à cultura.

Teatro Nacional

Antes de encerrar a entrevista, o último assunto mencionado foi o Teatro Nacional. O primeiro passo dado, segundo Bartolomeu Rodrigues, esteve em identificar o direcionamento das obras iniciais, junto a equipe técnica da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), para resolver os problemas estruturais do local. “No ano que vem, a gente vai estar a todo vapor no Teatro Nacional”, garante o secretário.

*Estagiária sob supervisão de Adriana Izel

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