
Com mais de um milhão de seguidores e após consolidar sua trajetória no audiovisual, Tati Infante volta aos palcos com o espetáculo Os figurantes… e depois, com direção de Wendell Bendelack e texto de Rafael Primot e Andréa Batitucci, que estreia nesta sexta-feira (9/1), na Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio de Janeiro. A montagem propõe uma reflexão bem-humorada e crítica sobre os personagens que vivem à margem da cena principal, colocando em foco temas como visibilidade, pertencimento e os bastidores do meio artístico.
Na peça, Tati interpreta Glória de Mônaco, uma diva protagonista que maltrata os figurantes e expõe, de forma satírica, as hierarquias e vaidades presentes no universo teatral e audiovisual. A personagem funciona como um contraponto potente à discussão central do espetáculo, que questiona quem realmente ocupa o centro da narrativa e quem permanece invisível, apesar de sustentar a engrenagem da cena. Elenco traz ainda, Bia Guedes, Rodrigo Fagundes, Carol Cezar e Hugo Germano.
"Os Figurantes fala sobre quem quase nunca é visto, mas sem quem nenhuma história se sustenta. Estou muito feliz de voltar ao palco com um elenco incrível, sob a direção do incrível Wendell Bendelack, em um texto de Rafael Primot, Andrea Battitucci e Cleomácio Inácio com a costura do Wendell. Estrear na Casa de Cultura Laura Alvim, lugar onde me formei e me entendi artista. Uma comédia necessária sobre os figurantes: invisíveis na cena, essenciais para qualquer boa história”, declarou Tati.
O espetáculo dialoga diretamente com a experiência de quem vive da arte, mas também se conecta com o público em geral ao tratar de questões universais, como reconhecimento, exclusão e a busca por espaço. Com linguagem acessível e tom irônico, a peça convida o espectador a olhar além do protagonismo e refletir sobre aqueles que sustentam a narrativa a partir dos bastidores.
Carreira
Com mais de duas décadas de carreira, Tati Infante retorna ao teatro — linguagem onde se formou e que segue como base de sua trajetória artística — em um momento de maturidade profissional. Ao longo dos anos, a atriz construiu uma relação sólida com os palcos, participando de montagens e processos criativos autorais como Noite da Comédia Improvisada, A hora perigosa e montagens de sua companhia de teatro, os clássicos de Nelson Rodrigues, Perdoa-me por me traíres e Viúva, porém honesta.

Diversão e Arte
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