INDÚSTRIA CRIATIVA

Pirataria de animes causa prejuízo bilionário no Japão

Perdas com conteúdo ilegal mais que dobraram entre 2022 e 2025, impulsionadas pela expansão global do mercado de animes, pela alta do consumo digital e por novas infrações ligadas à IA generativa

Relatório do METI expõe o impacto bilionário da pirataria no mercado global de animes -  (crédito: Reprodução)
Relatório do METI expõe o impacto bilionário da pirataria no mercado global de animes - (crédito: Reprodução)

O avanço da pirataria de animes se consolidou como um dos principais fatores de prejuízo para a indústria criativa japonesa. Um relatório recente do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) estima esse impacto em cerca de R$ 200 bilhões, revelando uma escalada expressiva das perdas ao longo dos últimos anos.

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Em termos monetários, os danos causados pela circulação ilegal de conteúdo digital mais que dobraram entre 2022 e 2025, passando de dois trilhões de ienes para 5,7 trilhões de ienes. Isso equivale a um crescimento de aproximadamente US$ 13,3 bilhões para cerca de US$ 38 bilhões.

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A pesquisa chama atenção para um dado aparentemente contraditório: o consumo médio individual de livros pirateados diminuiu. Ainda assim, o prejuízo total continuou a aumentar. O relatório atribui esse resultado a uma combinação de fatores estruturais, como variações cambiais, encarecimento dos produtos culturais, ampliação do acesso à internet e aumento do número absoluto de usuários que recorrem a conteúdos pirateados.

Esse cenário se insere em um contexto mais amplo de internacionalização do mercado de animes. O estudo destaca que a popularização global de animes e mangás — parte do processo de difusão cultural japonesa — contribuiu para expandir o alcance tanto do consumo legal quanto da pirataria fora do Japão. Em novembro de 2025, diante desse movimento, o governo japonês anunciou a intenção de fortalecer a presença do setor de entretenimento no exterior, com a meta de ampliar o mercado internacional para cerca de R$ 680 bilhões.

Como resposta ao crescimento das infrações, o relatório indica que o METI pretende intensificar as ações de combate à pirataria em parceria com autoridades locais. As medidas incluem o reforço dos sistemas de segurança e a ampliação do enfrentamento a novas formas de violação de direitos autorais, especialmente aquelas associadas ao uso de inteligência artificial generativa e à comercialização de produtos falsificados que utilizam personagens protegidos.

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postado em 29/01/2026 17:01 / atualizado em 29/01/2026 17:26
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