CINEMA

Mostra de filmes infantis no CCBB preenche férias escolares

De hoje a 8 de fevereiro, o CCBB apresenta mostra infantojuvenil com filmes, oficinas e contações de histórias

Para tornar ainda mais especial as férias das crianças, o CCBB apresenta o projeto Férias no Cinema, com exibição de 12 filmes em 24 quatro sessões, oficinas e contações de histórias. A mostra busca reacender a arte de brincar nos pequenos, com brincadeiras externas e filmes que trazem à tona a mágica de ser criança. O projeto estará no CCBB de hoje a 8 de fevereiro.

Com a reunião de clássicos brasileiros e sucessos contemporâneos, a mostra exibirá E.T: O extraterrestre, A história sem fim, Lilo e Stitch, Viva - A vida é uma festa, Flow, Tainá — Uma aventura na Amazônia, Menino Maluquinho, Turma da Mônica: Lições, Detetives do prédio azul 3, O menino e o mundo, Perlimps e Tito e os pássaros.

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Já as oficinas, buscam trazer as crianças e os jovens para o universo cinematográfico, mas sem telas. A oficina de pinhole convida os participantes a conhecerem os fundamentos da fotografia por meio dessa técnica e cada um irá construir uma câmera a partir de uma lata. Além disso, a oficina de brinquedos ópticos apresenta o universo do cinema para as crianças criando brinquedos como um taumatrópio e um flipbook, que dão ilusão de movimento.

Seguindo as programações, a oficina de teatro de sombras explora luz, sombra e imaginação. Cada participante criará o  próprio teatro e os personagens, com materiais como papelão, papel vegetal e papel. Destacando a animação, a oficina de stopmotion leva os pequenos a criar seus personagens de massinha e criar histórias no formato de top motion.

O curador da mostra, Fábio Savino, conversou com o Correio sobre a idealização da mostra, a importância do ato de brincar para as crianças e o critério da escolha dos filmes.

Entrevista Fábio Savino

O ato de brincar aparece como um eixo central na mostra. Como isso orientou as escolhas dos filmes?

A ideia foi justamente trazer o cinema para fora da sala, por meio das brincadeiras. Isso se refletiu na escolha dos filmes, muitos deles focados no brincar. O Menino Maluquinho, por exemplo, é um personagem que está presente em todas as histórias infantis, pelo menos na minha geração. A nova geração, talvez, não o conheça tanto, por isso decidimos fazer uma retomada com alguns filmes, como exemplo de Tainá - A aventura na Amazônia e outros que marcaram a infância de quem cresceu nos anos 1980, como E.T. e A história sem fim. São filmes que fazem parte dessa memória afetiva de uma sessão da tarde. Todos serão exibidos dublados, para que fiquem acessíveis a todos, mas também estamos trazendo filmes novos, como Flow, que fez muito sucesso no mundo todo em 2024. São filmes que têm esse olhar para o brincar, com muitas crianças interagindo nas histórias.

Você mencionou a presença significativa do cinema brasileiro na mostra. Qual a importância de valorizar essas produções nacionais para crianças e jovens?

A escolha de trazer filmes nacionais se alinha com a ideia de valorizar a diversidade cultural do Brasil, tanto no cinema quanto nas brincadeiras. Filmes como Turma da Mônica, por exemplo, são ícones da nossa cultura, e faz muito sentido incluir essas produções na mostra. Tainá também tem grande relevância, estamos exibindo o primeiro filme. DPA é uma produção que também marcou muito a infância de várias gerações e continua fazendo sucesso. Queremos destacar esses filmes para dar luz ao nosso cinema nacional e mostrar como a brincadeira é vista e vivida de formas diferentes nas várias regiões do Brasil. A ideia é que as crianças possam conhecer outras realidades e culturas a partir dos filmes, das oficinas e das contações de histórias.


Vocês vão explorar técnicas mais artesanais nas oficinas, como stop motion e pinhole. Qual a importância disso para uma geração tão digital?

Escolhemos oficinas manuais para criar uma experiência sensorial e de contato direto com a arte. O objetivo é que as crianças possam desconectar um pouco do universo digital e se reconectar com brincadeiras mais físicas, como as de quintal. Hoje em dia, muitos só conhecem o brincar dentro do espaço digital, e estamos tentando resgatar essa experiência mais real, em contato com materiais e processos simples, como criar uma máquina fotográfica ou fazer um filme de stop motion com massinha. É esse tipo de experiência que buscamos resgatar. 

Qual é o papel do cinema na formação cultural das crianças e jovens, especialmente durante as férias escolares?

O cinema tem esse poder de transportar as crianças para outros universos e realidades, permitindo que elas vivenciem histórias de diferentes tempos e lugares. A mostra foi pensada para que as crianças possam acessar tanto filmes clássicos, como "E.T." e "A História Sem Fim", quanto filmes mais recentes, como "Flow", criando uma ponte entre o passado e o presente. Eu acredito que revisitar os clássicos também é uma forma de honrar o passado, olhando para o presente, e olhar para o passado é uma forma de honrar o presente.

O que você espera que as crianças e famílias levem para casa quando a mostra acabar?

Espero que elas levem uma noção mais forte do brincar, um resgate desse mundo vivencial, físico, fora do digital, e a importância de brincar em diferentes contextos. O folder com as brincadeiras das cinco regiões vai permitir que as famílias continuem jogando e se conectando com outras formas de brincar. São 10 brincadeiras de diferentes regiões, com explicações e manuais para que as crianças possam continuar explorando em casa. A ideia é que esse legado do brincar continue com elas.

 


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